Biossegurança e o “novo normal” em ambientes médicos

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Em tempos de isolamento e distanciamento social por conta da crescente onda de contágio da COVID-19, os consultórios e clínicas médicas precisam reforçar — e os que ainda não aplicavam colocar em prática — as medidas de biossegurança para garantir a tranquilidade dos pacientes antes, durante e após o atendimento.

A biossegurança, que perpassa pelas questões de saúde e contaminação em ambientes de atendimento médico, é o conjunto de ações preventivas adotadas para evitar prejuízos à nossa e à saúde das outras pessoas. Este grupo de medidas envolve não só os atos de higiene, mas também o uso adequado de equipamentos de proteção, além de ter relação direta com a gestão do agendamento nas clínicas.

Um exemplo de medida de biossegurança é manter o intervalo seguro entre as consultas. O distanciamento entre os horários de atendimento de um paciente e de outro, com um tempo dedicado à limpeza do ambiente, assim como dos equipamentos utilizados deveria ser padrão. Agora, enquanto nos preparamos para o “novo normal”, essa necessidade se torna ainda mais evidente.

A biossegurança sempre foi essencial, mas, com o tempo, o rigor do cumprimento foi abrandado. O que mudou em relação ao coronavírus? É altamente contagioso e os tipos de equipamentos de proteção individual que devem ser usados hoje são EPIs de isolamento hospitalar.

Qualificação

A capacitação para atuar na área da saúde passou a ser ainda mais importante em tempos de pandemia do coronavírus. E essa qualificação deve começar pelas secretárias. Elas são o primeiro contato do paciente com o consultório. Por este motivo, também se configuram como agentes de saúde e agentes de qualidade, mas, em sua maioria, não recebem a formação adequada.

E ainda há outras atividades que elas assumem na rotina das clínicas e consultórios. São tarefas de compras, faturamento, contratos, limpeza, que retiram o foco da saúde dela e do paciente, que deveriam ser primordiais.

Neste momento crítico, programas educativos em biossegurança, como o Evas Consultoria no Brasil, são extremamente necessários enquanto referência teórica e prática para a promoção do conhecimento mais aprofundado a respeito do vírus, das formas de transmissão e epidemiologia.

Os Procedimentos Operacionais Padrão (POP) que orientam os profissionais de clínicas e consultórios a manipular materiais, resíduos e EPIs também são indispensáveis. 

Contudo, o cuidado neste momento também se volta à gestão assistencial de saúde. Todos os funcionários dos estabelecimentos de saúde precisam trabalhar de acordo com as normativas preconizadas pelo Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). O correto manuseio e higienização dos recursos materiais, assim como o treinamento e supervisão das ações humanas, são pontos vitais para que as demais atividades médicas, pouco a pouco, retornem ao normal.

Marcela Trindade Enfermeira Mestra em Saúde Coletiva, Especialista em Centro Cirúrgico e Central de Materiais, Urgência e Emergência e Administração Hospitalar.

Foto: Pixabay

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