Por Robson Moretão
Eu sou Robson Moretao, e você está lendo mais um artigo da coluna “Além dos Controles”, um espaço onde a gente conversa sobre videogames, tecnologia e tudo aquilo que vai muito além da tela.
Quem acompanha o mundo gamer sabe que alguns jogos aparecem como verdadeiros enigmas. Aqueles trailers que deixam mais perguntas do que respostas. Foi assim com Death Stranding. Foi assim com Control. E agora é assim com Pragmata, o novo projeto de ficção científica da Capcom.
Desde que foi revelado em 2020, Pragmata virou uma espécie de mistério espacial dentro da indústria. Pouca informação, trailers cinematográficos e uma atmosfera digna de filme sci-fi.
Mas finalmente começamos a entender melhor o que vem por aí.
E se tem uma coisa que o universo gamer adora… é quando um jogo promete quebrar expectativas.
Astronautas, androides e hacking: a proposta diferente de Pragmata

Pragmata é um jogo de ação e aventura em ficção científica que mistura exploração, combate e um conceito de gameplay bem interessante: invasão de sistemas em tempo real.
A história gira em torno de dois protagonistas improváveis: Hugh, um astronauta preso em uma estação lunar e Diana, uma misteriosa garota que, apesar da aparência humana, é na verdade uma androide avançada. A dupla precisa trabalhar junta para sobreviver em uma estação de pesquisa na Lua construída com impressão 3D — um cenário que mistura tecnologia futurista, inteligência artificial e um clima constante de mistério. Mas o grande diferencial de Pragmata parece estar na forma como o jogador interage com o ambiente.
Nos trechos já apresentados, o combate não é apenas atirar e correr. Em muitos momentos, será necessário hackear sistemas inimigos usando as habilidades da pequena Diana enquanto Hugh enfrenta as ameaças físicas.
Na prática, isso cria uma mecânica de jogo em duas camadas:
- ação direta no combate
- estratégia digital na invasão de sistemas
É quase como se o jogador estivesse controlando dois estilos de gameplay ao mesmo tempo.
Para quem gosta de comparações, imagine algo entre:
- o trabalho em dupla de The Last of Us
- puzzles tecnológicos ao estilo Watch Dogs
- um clima sci-fi que lembra NieR: Automata ou Death Stranding
Outro ponto interessante é o ambiente lunar.
Diferente de muitos jogos espaciais que apostam em vastidão e exploração aberta, Pragmata parece focar em uma atmosfera mais claustrofóbica e misteriosa, dentro de uma instalação científica abandonada.
E como todo bom sci-fi, a pergunta que paira no ar é:
O que aconteceu ali?
Segundo previews de jornalistas que já testaram o jogo, a experiência prática mostrou algo mais profundo do que parecia nos trailers iniciais. A mecânica de invasão de sistemas adiciona um nível extra de desafio e estratégia, tornando o gameplay mais tenso e instigante.
Originalmente planejado para 2022, o jogo passou por alguns adiamentos ao longo do desenvolvimento. Algo relativamente comum em projetos ambiciosos.
A boa notícia é que agora temos uma nova data: 17 de abril.
Curiosamente, desta vez aconteceu algo raro na indústria: o lançamento foi antecipado em uma semana, o que geralmente indica que o projeto está entrando na reta final com confiança.
Pragmata chegará para:
- PlayStation 5
- Xbox Series X/S
- PC
- Nintendo Switch 2
Valores de lançamento a partir de R$259,00.
E para os mais curiosos, já existe uma demo disponível no Steam, permitindo que jogadores experimentem um pouco dessa experiência antes do lançamento oficial.
Humanos e inteligência artificial: um tema que já faz parte da nossa realidade

Mas além da ação e do visual futurista, Pragmata traz algo interessante quando olhamos para ele fora da tela.
O jogo gira em torno de cooperação entre duas entidades completamente diferentes: um humano e uma inteligência artificial.
E isso conversa muito com a realidade que estamos vivendo.
Hoje, cada vez mais nossas vidas funcionam em parceria com tecnologia:
- usamos inteligência artificial para trabalhar
- dependemos de sistemas digitais para comunicação
- vivemos conectados a máquinas o tempo todo
Assim como Hugh precisa da Diana para sobreviver na estação lunar, nós também aprendemos diariamente a colaborar com tecnologias que ampliam nossas capacidades.
Os videogames sempre foram um reflexo do nosso tempo.
Nos anos 80, eram sobre fantasia e aventura.
Nos anos 2000, sobre guerras e realismo.
Hoje, cada vez mais, os games exploram temas como inteligência artificial, identidade e futuro da humanidade.
Pragmata parece caminhar exatamente nessa direção.
Quando o videogame termina… e a reflexão começa

Talvez o maior poder dos videogames não esteja apenas na diversão.
Mas na forma como eles nos fazem imaginar futuros possíveis.
Histórias como a de Pragmata nos lembram que tecnologia pode ser ferramenta… ou ameaça.
Tudo depende de como escolhemos utilizá-la.
Então fica a reflexão para você que está lendo isso agora:
Quando o controle do videogame estiver desligado…
e a tela apagar…
quem realmente está no comando da tecnologia: nós… ou ela?
Robson Moretão

Um maluco por games desde sempre – há mais de 30 anos! Sou fissurado em histórias incríveis, desafios “impossíveis” e gráficos realistas. Aqui, na minha coluna, vou falar sobre o avanço desta indústria fantástica e seus desdobramentos.
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