Pragmata: o jogo que promete mexer com a cabeça dos gamers

0111 - CAPA

Por Robson Moretão

Eu sou Robson Moretao, e você está lendo mais um artigo da coluna “Além dos Controles”, um espaço onde a gente conversa sobre videogames, tecnologia e tudo aquilo que vai muito além da tela.

Quem acompanha o mundo gamer sabe que alguns jogos aparecem como verdadeiros enigmas. Aqueles trailers que deixam mais perguntas do que respostas. Foi assim com Death Stranding. Foi assim com Control. E agora é assim com Pragmata, o novo projeto de ficção científica da Capcom.

Desde que foi revelado em 2020, Pragmata virou uma espécie de mistério espacial dentro da indústria. Pouca informação, trailers cinematográficos e uma atmosfera digna de filme sci-fi.

Mas finalmente começamos a entender melhor o que vem por aí.

E se tem uma coisa que o universo gamer adora… é quando um jogo promete quebrar expectativas.

Astronautas, androides e hacking: a proposta diferente de Pragmata

Um humano e um andróide que precisam trabalhar juntos para sobreviver numa base lunar. Essa é a premissa de Pragmata, o novo e misterioso game da  Capcom que será lançado em abril
Imagens: Divulgação/CAPCOM

Pragmata é um jogo de ação e aventura em ficção científica que mistura exploração, combate e um conceito de gameplay bem interessante: invasão de sistemas em tempo real.

A história gira em torno de dois protagonistas improváveis: Hugh, um astronauta preso em uma estação lunar e Diana, uma misteriosa garota que, apesar da aparência humana, é na verdade uma androide avançada. A dupla precisa trabalhar junta para sobreviver em uma estação de pesquisa na Lua construída com impressão 3D — um cenário que mistura tecnologia futurista, inteligência artificial e um clima constante de mistério. Mas o grande diferencial de Pragmata parece estar na forma como o jogador interage com o ambiente.

Nos trechos já apresentados, o combate não é apenas atirar e correr. Em muitos momentos, será necessário hackear sistemas inimigos usando as habilidades da pequena Diana enquanto Hugh enfrenta as ameaças físicas.

Na prática, isso cria uma mecânica de jogo em duas camadas:

  • ação direta no combate
  • estratégia digital na invasão de sistemas

É quase como se o jogador estivesse controlando dois estilos de gameplay ao mesmo tempo.

Para quem gosta de comparações, imagine algo entre:

  • o trabalho em dupla de The Last of Us
  • puzzles tecnológicos ao estilo Watch Dogs
  • um clima sci-fi que lembra NieR: Automata ou Death Stranding

Outro ponto interessante é o ambiente lunar.

Diferente de muitos jogos espaciais que apostam em vastidão e exploração aberta, Pragmata parece focar em uma atmosfera mais claustrofóbica e misteriosa, dentro de uma instalação científica abandonada.

E como todo bom sci-fi, a pergunta que paira no ar é:

O que aconteceu ali?

Segundo previews de jornalistas que já testaram o jogo, a experiência prática mostrou algo mais profundo do que parecia nos trailers iniciais. A mecânica de invasão de sistemas adiciona um nível extra de desafio e estratégia, tornando o gameplay mais tenso e instigante.

Originalmente planejado para 2022, o jogo passou por alguns adiamentos ao longo do desenvolvimento. Algo relativamente comum em projetos ambiciosos.

A boa notícia é que agora temos uma nova data: 17 de abril.

Curiosamente, desta vez aconteceu algo raro na indústria: o lançamento foi antecipado em uma semana, o que geralmente indica que o projeto está entrando na reta final com confiança.

Pragmata chegará para:

  • PlayStation 5
  • Xbox Series X/S
  • PC
  • Nintendo Switch 2

Valores de lançamento a partir de R$259,00.

E para os mais curiosos, já existe uma demo disponível no Steam, permitindo que jogadores experimentem um pouco dessa experiência antes do lançamento oficial.

Humanos e inteligência artificial: um tema que já faz parte da nossa realidade

Mas além da ação e do visual futurista, Pragmata traz algo interessante quando olhamos para ele fora da tela.

O jogo gira em torno de cooperação entre duas entidades completamente diferentes: um humano e uma inteligência artificial.

E isso conversa muito com a realidade que estamos vivendo.

Hoje, cada vez mais nossas vidas funcionam em parceria com tecnologia:

  • usamos inteligência artificial para trabalhar
  • dependemos de sistemas digitais para comunicação
  • vivemos conectados a máquinas o tempo todo

Assim como Hugh precisa da Diana para sobreviver na estação lunar, nós também aprendemos diariamente a colaborar com tecnologias que ampliam nossas capacidades.

Os videogames sempre foram um reflexo do nosso tempo.

Nos anos 80, eram sobre fantasia e aventura.

Nos anos 2000, sobre guerras e realismo.

Hoje, cada vez mais, os games exploram temas como inteligência artificial, identidade e futuro da humanidade.

Pragmata parece caminhar exatamente nessa direção.

Quando o videogame termina… e a reflexão começa

Talvez o maior poder dos videogames não esteja apenas na diversão.

Mas na forma como eles nos fazem imaginar futuros possíveis.

Histórias como a de Pragmata nos lembram que tecnologia pode ser ferramenta… ou ameaça.

Tudo depende de como escolhemos utilizá-la.

Então fica a reflexão para você que está lendo isso agora:

Quando o controle do videogame estiver desligado…

e a tela apagar…

quem realmente está no comando da tecnologia: nós… ou ela?

Robson Moretão

Um maluco por games desde sempre – há mais de 30 anos! Sou fissurado em histórias incríveis, desafios “impossíveis” e gráficos realistas. Aqui, na minha coluna, vou falar sobre o avanço desta indústria fantástica e seus desdobramentos.

Ah, e se quiser ficar por dentro das últimas novidades dos games e e-sports diariamente, cola comigo nas minhas redes sociais: TwitterTiktok, e Instagram

Leia todas as colunas sobre Games

(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINE̅NSE

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anuncie no O Londrinēnse

Mais lidos da semana

Anuncie no O Londrinēnse