Entenda o significado da expressão RATING utilizado pelas agências de classificação de risco

Você deve ter ouvido falar sobre risco-país ou risco Brasil e notícias referentes as agências de classificação de risco. As agências utilizam a expressão “RATING” que é muito comentada nos noticiários econômicos e trata-se de uma nota atribuída a um país pela agência de classificação de risco para dar suporte ao investidor internacional como forma de identificar qual o país mais seguro para investimento.

Sob essa circunstância, entre várias agências de classificação de risco, as três principais agências, são respectivamente: Fitch Ratings, Moody’s e Standard & Poor’s (S&P).

As suas notas são em forma de letra, de “AAA” (triplo A) – que é a nota mais alta – até a pior nota, ou seja, “D”. Observe que, conforme mostrado na figura abaixo, esta classificação pertence a três formas de conceitos: grau de investimento, grau de especulação e vulnerabilidade ao não pagamento. As notas são atribuídas conforme a metodologia adotada por cada agência.

Fonte: Expert XP


O país que recebe uma classificação de grau de investimento significa uma nota superior a BBB -, que aponta um país com menor risco. Em seguida, o grau especulativo varia de BB + a B -, com alto risco de inadimplência. Por outro lado, as notas CCC até a D entram na categoria de vulnerabilidade devido à sua tendência de não pagamento de dívidas.

Conforme fonte pesquisada, hoje o Brasil está na seguinte classificação:
Fitch Ratings: BB –
Standard & Poor’s (S&P): BB –
Moody’s: Ba2

Fonte: Country Economy

Como apontado, atualmente o Brasil está classificado como grau especulativo pelas três principais instituições e uma das explicações para esse declínio leva-se em consideração além do efeito pandemia, é associado o aumento das incertezas econômicas uma vez que há preocupações com as contas públicas e, sobretudo, no campo da política, assim gera maior desconfiança dos investidores.

Mas vale lembrar que, no passado, já atingimos grau de investimento em 2015. O que significa que quanto menor o risco, mais os investidores internacionais considerarão investir em um país. Assim, espero que esse cenário logo retorne.

Fique por dentro. Boa semana. Gratidão!

Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.
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Foto: Pixabay

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