O primeiro de muitos passos para o desenvolvimento da educação…

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A notícia é um alento. Entretanto, é apenas o primeiro passo para uma mudança profunda. O Senado Federal aprovou, cerca de uma semana atrás, projeto de lei que obriga o poder público a instalar internet banda larga, em velocidades adequadas, em todas as escolas públicas do Brasil, de modo especial nas que ficam fora dos centros urbanos. Mas, será que isso realmente se tornará realidade? Ainda é necessária a sanção do presidente. Mesmo assim, se tomarmos por base a obrigatoriedade do ensino de música e de disciplinas afrodescendentes nas instituições, já percebemos que será muito difícil cumprir a meta até o prazo estabelecido, que é 2024.

De fato, instalar internet nas escolas é fundamental para que o governo insira as instituições públicas nas novas modalidades de ensino, nas novas pedagogias escolares do século XXI. Acontece que a lentidão do setor público é tão grande que acaba prejudicando a prática de iniciativas e atividades importantes ao desenvolvimento escolar. Tomara que estejamos errados e isso se torne realidade muito antes do que imaginamos, afinal, muitas das escolas já têm internet instalada, embora em infraestruturas e especificações inadequadas ou insuficientes.

Todavia, não é só internet que adequa uma instituição às pedagogias do momento. É necessário mais que isso. Valorizar o professor faz parte desse universo. Dar ao docente mais liberdade de trabalhar os conteúdos, também. Afinal, já dissemos aqui e repetimos sempre: o que faz o desenvolvimento pedagógico avançar é a conexão entre aluno e professor. E aqui, perdoem o trocadilho, trata-se de conexão real e não virtual. Mas, também não é só isso. É preciso possibilitar a criatividade e a implantação de práticas atrativas aos alunos.

Mais ainda, é fundamental rever não apenas o modo como estamos ensinando os estudantes, mas, sobretudo, o tipo de conteúdo que se está ensinando. Até porque este conceito de ensinar e aprender já sofreu mudanças profundas e entendemos que o professor compartilha conhecimentos. Ou seja, além de ensinar, também aprende, mediando o processo de ensino e aprendizagem através das ferramentas modernas de comunicação. Viu como não é tarefa simples?

Tiago Mariano

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Com mais de 15 anos de experiência em sala de aula de diversos colégios públicos e particulares de Londrina e Cambé, é coordenador das startups londrinenses EducaMaker, Educação Criativa e Aagro, além de manter o canal no Youtube Prof. Tiago Ledesma Mariano. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance. Já foi diretor de tecnologia e inovação educacional da Secretaria Estadual da Educação (SEED) e coordenou a construção do novo catálogo nacional de cursos técnicos do Ministério da Educação (MEC).

Foto:  RF._.studio no Pexels

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Uma resposta

  1. identifico uma contradição no texto do autor, porque ele afirma que se deve “Dar ao docente mais liberdade de trabalhar os conteúdos, também”, ora afirma que, “Mais ainda, é fundamental rever não apenas o modo como estamos ensinando os estudantes, mas, sobretudo, o tipo de conteúdo que se está ensinando”.
    A educação formal, tem que seguir as diretrizes do Plano Nacional de Educação e o PPP da escola, que irá nortear o plano de trabalho docente.
    Na minha opinião, os livros didáticos deveriam ser mais essenciais, em todas as áreas do conhecimento humano, porque o conhecimento científico é vasto, são muitas correntes de pensamento, muitas teorias. O aluno e a aluna que quiser se aprofundar, vai para a universidade. Deveria centrar as aulas em literatura, escrita, idiomas, geopolítica, direitos, culturas. É um mundo globalizado, para irritação dos terraplanistas, olavistas e anti-globalistas, ou seja, idiotas!

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