Em qualquer plataforma, há os que estudam e os que não estudam!

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Quem manteve sua rotina de estudos, certamente se dará bem ao final de toda essa pandemia. Não é uma previsão otimista para uns e trágica para outros. É apenas uma constatação da realidade. Alguns estudantes estão aproveitando a quarentena compulsória para tirar umas férias. Enquanto uns estão com as aulas on-line atrasadas (não porque não têm condições de assistir, mas, por preguiça mesmo), outros avançam consideravelmente nos estudos. São esses últimos que se darão bem quando tudo voltar à normalidade. Se voltar.

Já discutimos neste espaço as desigualdades socioeconômicas que impedem uma parcela de estudantes de manter sua rotina. Cabe ao Estado, aliado à iniciativa privada, garantir o que prediz a Constituição: todos têm direito à educação. Entretanto, é sobre a parte privilegiada, que tem acesso a equipamentos (computador ou celular), internet e boa estrutura familiar, que recai a responsabilidade vexaminosa de poder estudar e não querer fazê-lo, simplesmente por preguiça.

Dois meses depois de confinamento e aulas virtuais, já identificamos prós e contras da educação à distância. Entre os aspectos negativos estão a falta de estrutura e preparo de escolas e professores, além da ausência dos colegas para a importante interação social. Todavia, nada disso é justificativa para se deixar de estudar. Afinal, mesmo sendo cansativa ou esgotada, a aula virtual pressupõe do aluno uma qualidade do futuro: pró-atividade. E pelo que percebemos, nem todos os estudantes estão preparados para o que os espera. Ao passo que tantos outros, de fato, mostraram ser capazes de tomar a iniciativa educacional para garantirem a si mesmos o tão sonhado futuro promissor.

É verdade que será necessário mesclar atividades on-line com as presenciais na escola do futuro. Nada substitui o contato humano, embora neste momento ele seja evitado. Mas, também, é fundamental que determinadas ações sejam virtuais, até para que se realizem mais eficazmente. Sairá forte desta crise toda quem, apesar de tudo, não abandonou os deveres e obrigações, seja em qual plataforma tenha sido.

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

Foto: Pixabay

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