Por Pati Palmieri Marconi
Amo música. Sou eclética, curiosa e sempre explorando. Gosto de entender o que está acontecendo, nas pistas, nos bares, nas playlists. De vez em quando, me perco num eletrônico, outras vezes volto pro clássico… e é exatamente isso que me encanta.
Porque música, no fim, é isso: mistura.
E hoje a conversa é daquelas boas… música, copo e drink.
E se uma música de fora encontrasse um som brasileiro dentro do mesmo copo?

A ideia aqui não é comparar, é conectar. Criar pontes entre atmosferas, ritmos e sensações. Porque música boa conversa em qualquer idioma.
- Pink Floyd + Caetano Veloso — Psicodelia & poesia
Dois universos que trabalham camadas, sensações e profundidade.
Drink: “Transa Lunar”
• Gin
• Cordial de maracujá com capim-limão
• Limão siciliano
• Espuma leve de gengibre
Por quê?
Complexo, aromático e em constante transformação. Um drink que pede atenção, quase uma experiência.
- Ramones + Raimundos — Energia crua
Sem filtro, sem frescura. Só atitude.
Drink: “Gabba Gabba Brasil”
• Cachaça prata
• Limão
• Sal leve na borda
• Gelo
Por quê?
Direto, ácido e honesto. Um tapa na cara, no melhor sentido.
- The Rolling Stones + Cazuza — Rebeldia elegante
Charme, intensidade e aquele caos que a gente gosta.
Drink: “Exagerado”
• Whisky
• Bitter
• Açúcar
• Twist de laranja
Por quê?
Um clássico com personalidade forte. Não passa despercebido — nunca.
- Mumford & Sons + Alceu Valença — Raiz & movimento
Folk encontra Brasil. Terra encontra festa.
Drink: “Morena Tropicana Mule”
• Cachaça envelhecida
• Gengibre
• Limão
• Mel
Por quê?
Quente, vibrante e cheio de identidade. Tem alma, tem história.
- Black Sabbath + Sepultura — Peso & ritual
Duas forças que moldaram o som pesado.
Drink: “Roots Bloody Roots”
• Whisky defumado
• Rapadura
• Bitter de chocolate
• Laranja queimada
Por quê?
Denso, amargo e profundo. Quase um ritual em forma de drink.
- Iron Maiden + Angra — Técnica & intensidade
Velocidade, precisão e grandiosidade.
Drink: “Carry On”
• Gin
• Citrus mix (limão + laranja)
• Xarope leve
• Aquafaba (opcional)
Por quê?
Equilíbrio entre estrutura e energia. Um drink potente, mas elegante.
Misturar culturas não é perder identidade, é expandir.

A música tem esse poder: une, mistura, transforma… e às vezes até explode dentro da gente.
Quando o internacional encontra o brasileiro, nasce algo novo.
Mais rico. Mais complexo. Mais interessante.
Talvez o futuro da coquetelaria seja exatamente isso:
- um pouco de Londres, um pouco de Recife,
- um pouco de Nova York… e um pouco de Londrina.
Tudo dentro do mesmo copo.
Qual a sua música hoje?
Pati Palmieri Marconi

Conversa fiada, um bom drink e um tira gosto, me chama que eu vou. Ahhh, mas também amo esportes de todas as formas. Sou mãe de menino e adoro fazer eles passarem vergonha na porta da escola kkkk.
Escrevo essa coluna assistindo ao US Open, um olho em cada tela e na mão um espumante Rose e já pensando no próximo cardápio de drinks do Mestizzo.
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