Por Pati Palmieri Marconi
Desde pequena, o esporte faz parte da minha vida. Comecei no ballet, passei pela ginástica artística, depois pela rítmica, até chegar à natação. Foi ali que fiquei por mais tempo: dediquei minha adolescência e parte da vida adulta aos treinos, em nível competitivo, eram dias intensos, longos e cheios de disciplina.
Até que chegou a fase da faculdade, e precisei me despedir das piscinas. A vida acadêmica integral tomou conta da rotina, e já não sobrava energia para manter o mesmo ritmo no esporte.
Depois de formada, com o início do trabalho e das viagens, criei um novo hábito: continuar me movimentando, mas de um jeito mais leve. E foi aí que o tênis entrou de vez na minha vida… ahhh, como eu amo esse esporte! Jogar, assistir e, principalmente, observar tudo o que acontece fora das quadras. Porque, claro, meu olhar sempre acaba indo para os bastidores, os comes e, principalmente, os bebericos.
O esporte me deu um drink
Tive o privilégio de assistir a um torneio de Wimbledon, em Londres. Um evento elegante, cheio de tradição e glamour. Mas, entre um jogo e outro, confesso: quem realmente roubava a cena eram os morangos com creme (strawberries and cream) e o famoso Pimm’s No.1, clássicos de Wimbledon. E falando em Pimm’s… ele não é só um drink, ele é praticamente um símbolo do verão inglês. Criado lá no século XIX, o Pimm’s No.1 nasceu como um licor à base de gin, ervas e especiarias, servido originalmente como digestivo. Mas foi em Wimbledon que ele ganhou status de ícone. Refrescante, leve e cheio de personalidade, ele combina perfeitamente com o clima do torneio: elegante, mas descontraído.

O ritual é quase sempre o mesmo, servido com gelo, frutas frescas (morango, laranja), pepino, hortelã… um verdadeiro espetáculo dentro do copo. É aquele tipo de bebida que você não só toma, você observa, sente e vive.
E aí entram também os famosos strawberries and cream… simples, mas absolutamente icônicos. Desde o início de Wimbledon, essa combinação virou tradição. Morangos frescos, colhidos na estação perfeita, com creme, nada elaborado, nada complexo. E talvez seja exatamente por isso que funciona tão bem.
Existe algo muito interessante nisso: enquanto o esporte é sinônimo de excelência e alto desempenho, a comida e a bebida trazem um equilíbrio, são clássicos, acessíveis e cheios de identidade.
E é aí que tudo começa a fazer ainda mais sentido pra mim…
Porque, assim como no esporte, os detalhes fazem toda a diferença.
Seja na escolha dos ingredientes, na apresentação ou na experiência que você cria.
E foi impossível viver tudo isso e não trazer um pedacinho dessa experiência pra dentro do bar. Aqui, no Mestizzo, o Pimm’s virou quase uma missão pessoal.
Eu queria traduzir aquele frescor, aquela leveza e principalmente aquela sensação de verão inglês no meio do nosso clima, da nossa energia, do nosso jeito de receber. Mas tinha um detalhe: encontrar o Pimm’s No.1 por aqui não é nada fácil… e foi aí que tudo ficou ainda mais interessante.
Em vez de desistir, fiz o que a gente mais gosta por aqui: criei. Nasceu então a nossa versão do Pimm’s. Um preparo autoral, inspirado na receita original, mas com a nossa identidade. Trabalhado com infusões, especiarias, frutas frescas e muito cuidado em cada etapa, buscando exatamente aquele equilíbrio entre refrescância, complexidade e leveza. Porque não era só sobre reproduzir um drink…Era sobre recriar uma experiência.

Hoje, quando esse copo chega na mesa, ele carrega muito mais do que ingredientes. Ele traz memória, referência, viagem, pesquisa… e, claro, aquele toque do Mestizzo que transforma tudo em algo único.
E, claro… não podia faltar ele. O nosso Pimm’s sem álcool. Criamos uma versão zero álcool com o mesmo cuidado, as mesmas camadas de sabor e aquele frescor que faz você fechar os olhos no primeiro gole.
No fim das contas, seja com álcool ou sem o mais importante continua sendo aquilo que me encantou lá atrás: a experiência.
E é isso que eu tento trazer pro Mestizzo todos os dias, um pedacinho de história, um toque de viagem e um copo cheio de intenção.
Os bebericos da Pati são isso. Porque, no fim das contas, seja dentro ou fora das quadras esportivas, a experiência também passa pelo que a gente bebe.
Pati Palmieri Marconi

Conversa fiada, um bom drink e um tira gosto, me chama que eu vou. Ahhh, mas também amo esportes de todas as formas. Sou mãe de menino e adoro fazer eles passarem vergonha na porta da escola kkkk.
Escrevo essa coluna assistindo ao US Open, um olho em cada tela e na mão um espumante Rose e já pensando no próximo cardápio de drinks do Mestizzo.
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