Por Ana Paula Barcellos
Que abertura de semana mais bonita e cheia de significado: a Rainha de Copas chegando justamente no dia 2 de fevereiro, quando o Brasil celebra Yemanjá, a Mãe das Águas, a Rainha do Mar que acolhe os filhos em seu colo oceânico.
O naipe de Copas sempre mexe comigo de um jeito especial: é o reino das emoções puras, da intuição que guia sem precisar de explicações, do amor e da empatia que cura. E a Rainha é a soberana desse território líquido. Sentada à beira (ou sobre) as águas, com seu cálice ornamentado nas mãos — muitas vezes fechado ou protegido —, ela nos lembra que os sentimentos mais profundos são sagrados. Nem tudo precisa ser dito em voz alta; às vezes, o mais verdadeiro flui em silêncio, no subconsciente, e aparece quando o coração está pronto.
Essa semana, a Rainha de Copas nos convida a confiar nessa voz suave que surge nos momentos mais inesperados: no banho quente, na madrugada quieta, olhando o mar real ou imaginário. É hora de ouvir o que o seu interior está pedindo há tempos, talvez algo que a mente racional insistia em ignorar. É tempo também de cuidar e ser cuidada — oferecer colo para quem precisa, mas sem esquecer de receber o próprio. E amor de verdade é troca e não esvazia a gente.
Amor da Rainha é abundante, não ingênuo
O amor que a Rainha representa é abundante, mas nunca ingênuo. Ela é compassiva e acolhedora, porém mantém sua soberania emocional intacta. Então vale a pergunta: estou nutrindo os outros sem esvaziar meu próprio cálice?

E a sensibilidade não é fraqueza aqui — é força. Chorar quando o corpo pede, sonhar acordada, criar com o coração, ouvir o outro de verdade… tudo isso é superpoder quando vem da Rainha.
Por estes dias, especialmente, mantenha o coração aberto, mas ancorado na sua própria profundidade. Que a semana seja de águas calmas, intuições certeiras e amor transbordando — para os outros e, acima de tudo, para nós. Boa semana, boa sorte, e muito Axé!
Ana Paula Barcellos

Sou graduada em História pela UEL, Mestre em Estudos Literários, integro coletivos culturais da cidade e sou agente cultural. Sacoleira e brecholenta, trabalho com criação de joias artesanais e atendo tarot e baralho cigano desde 2016. Também estudo astrologia desde 2018 e estou me formando em Astrologia tradicional na escola Saturnália. Escrevo as colunas Moda e Crônicas de uma Cidade.
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