Por Ana Paula Barcellos
Respira fundo, porque essa semana o universo não vem com delicadeza: chegou a Torre, o arcano que não pede licença para entrar. Ela aparece com um raio na mão, acerta em cheio a estrutura que a gente achava inabalável e, num piscar de olhos, o que estava de pé desmorona. Não é punição, não é castigo – é revelação. Às vezes a gente constrói castelos de areia tão bonitos que esquece que a base era instável, cheia de ilusões, promessas frágeis ou verdades que evitamos olhar de frente. A Torre chega exatamente para mostrar isso: o que não tem fundamento verdadeiro não aguenta o primeiro vento forte.
Essa energia da Torre, que entra agora, traz mudanças repentinas, daquelas que pegam a gente desprevenido. Pode ser uma conversa que explode uma relação estagnada, uma notícia que vira o jogo no trabalho, uma percepção interna que derruba crenças antigas que você carregava como verdade absoluta. O desconforto é real, o choque também – mas olha com atenção: no meio dos escombros sempre cai algo que estava preso há muito tempo. Liberdade disfarçada de caos.

A Torre diz para soltar o controle e o orgulho
O convite da Torre não é resistir à queda (porque ela vai acontecer de qualquer jeito), mas sim soltar as mãos da coroa que a gente insistia em manter no alto da torre. Soltar o controle, soltar o orgulho, soltar a necessidade de que tudo permaneça como estava. Depois do raio vem a reconstrução – e essa, sim, a gente faz com as próprias mãos, agora em bases mais honestas, mais leves, mais verdadeiras.
Então, nessa semana, observe onde você tem colocado energia em algo que já range, que já não sustenta seu peso. Não lute contra o inevitável; use a força do raio para limpar o que não serve mais. O que cair, cai por um motivo maior. E o que ficar de pé depois disso… isso sim vai ser construído para durar.
Se cuida, respira no meio do barulho e lembra: toda grande transformação começa com um desmoronamento. Depois da Torre, sempre vem um céu mais aberto. Boa semana e boa sorte!
Foto principal: Freepik
Ana Paula Barcellos

Sou graduada em História pela UEL, Mestre em Estudos Literários, integro coletivos culturais da cidade e sou agente cultural. Sacoleira e brecholenta, trabalho com criação de joias artesanais e atendo tarot e baralho cigano desde 2016. Também estudo astrologia desde 2018 e estou me formando em Astrologia tradicional na escola Saturnália. Escrevo as colunas Moda e Crônicas de uma Cidade. Siga o meu Instagram @yopaulab
(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente a opinião do O LONDRINE̅NSE

