Seu dia a dia: A Fábula dos Macacos e a Bolsa de Valores parte II

chimpanzee-3703230_960_720

No artigo anterior, você deve ter estranhado o comportamento do negociante, seu assistente e dos moradores durante as negociações dos macacos. Claro que isso é apenas uma metáfora para explanar o mecanismo do funcionamento no mercado de ações e suas transações nas bolsas de valores.

Mas, afinal, o que é a bolsa de valores? Trata-se de um mercado, onde compradores e vendedores relacionam-se por meio da compra e venda de suas ações. Se você decide vender uma ação e outro investidor têm interesse em comprá-la, a bolsa é o elo de ligação de forma on-line por meio do Home Broker (plataforma para compra e venda de ações pela internet).
O nome atual é B3, antiga Bovespa cuja sigla significa Bolsa de Valores do Estado de São Paulo.

Retornemos, no entanto, à parábola. O negociante era um investidor que em uma ponta fez sua oferta de compra (R$ 10 e R$ 20) e na outra, instantaneamente, alguém atendeu sua oferta pela venda dos macacos. Esse alguém eram os moradores.

Quem ganhou e quem perdeu nessas transações? Certamente, foi o negociante. Nesse momento quem levou a melhor, ao comprar macacos por R$ 10,00 e R$ 20,00 e vendendo por R$ 30,00, assim, realizando seu lucro. Já os moradores foram os que tiveram prejuízos, pois além de vender macacos por R$ 10,00 e R$ 20,00, ainda compraram mais macacos por R$ 30,00. Tem, é claro, um atenuante: a expectativa que iriam ganhar lá na frente (com a alta), vendendo a R$ 50,00.

Foi nesse momento, em que o assistente aparece como protagonista (o papel do especulador), ao oferecer aos moradores macacos a R$ 30,00, visto que eles pertenciam ao negociante. Essa prática é realizada por meio de aluguel de ações (conhecido pela expressão BTC). Essa forma de operação é possível fazer, pagando um aluguel ao dono das ações (no caso o negociante) e fazer as operações (o que certamente envolve riscos ao assistente).

O que se deve destacar, por mais evidente que pareça, em qualquer negociação, o “pulo do gato” é comprar quando o valor de uma ação está na baixa (mais barato) e conseguir vender por um valor maior, isto é, quando está na alta.

Esse é o esclarecimento das oscilações que ocorrem diariamente nas bolsas. Pois a medida em que há um número maior de compradores do que vendedores (a célebre lei da oferta e procura), os preços das ações tende a subir e foi exatamente o caso da expectativa no aumento valor da cotação dos macacos para R$ 50.

Por meio desses exemplos, quero continuar a falar mais sobre o tema. E a dica para iniciar a operar nesse mercado: é necessário abrir uma conta em uma corretora ou em seu próprio banco (mas com todo cuidado e estudo, certamente).

Deixo mais uma leitura de um assunto da economia do nosso dia a dia. Uma ótima semana.

Foto: Pixabay

Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade do Centro Oeste /PR, economista formado pela UEL, pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR, doutor em Administração pela Universidade de São Paulo (FEA/USP), mestre em administração pela Universidade Norte do Parana, aperfeiçoamento em gestão na Drexel University – Pensilvânia, Estados Unidos; e com pós-graduação em maçonologia: história e filosofia, estatística, comportamento organizacional e marketing. Autor dos livros: Sistema de Informação de Marketing (SIM): Ferramenta de Apoio com Aplicações à Gestão Empresarial – Editora Altas (2010); Estudos em Administração com Enfoque em Pesquisas Quantitativas, Editora Apprehendere (2018); Cidades e Informações inteligentes para os cidadãos, Editora Appris (2019). Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anuncie no O Londrinēnse

Mais lidos da semana

Anuncie no O Londrinēnse