Reunião discute alternativas para não colocar fim às residências em saúde
Agência UEL
Lideranças políticas, estudantes, professores e profissionais de saúde participam nesta sexta-feira (16) de uma reunião que tem por objetivo sensibilizar o governo para não colocar fim às residências em saúde (médicas e multiprofissionais) das Universidades Estaduais Paranaenses. O problema surgiu porque a Secretaria da Fazenda mudou o entendimento sobre a forma de pagamento dos residentes. A reunião será realizada a partir das 14 horas, no Anfiteatro do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UEL, no Hospital Universitário. Encontro semelhante foi realizado no último dia 9, na Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Desde 1973, quando as primeiras residências foram implantadas nas Universidades, o pagamento é feito via folha de pagamento das Instituições de Ensino. No último mês de julho, houve um questionamento por parte da Secretaria Estadual de Fazenda, que recusou, por duas vezes, pagar os salários das IEES, se as residências não fossem retiradas da folha, isso há dois dias do prazo final para o depósito dos salários, obrigando as Universidades a remanejarem recursos de outras despesas para honrarem o compromisso com os residentes.
Desde então, a Secretaria de Estado da Saúde, a Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e as lideranças políticas de várias regiões do Paraná buscam uma solução para a manutenção permanente dos programas de residências em saúde do Estado. A UEL abriga 440 residentes em diferentes especialidades, envolvendo os cursos de Medicina, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Odontologia, Medicina Veterinária, Psicologia, Educação Física, Serviço Social e Nutrição. Esses profissionais recebem uma bolsa de R$ 3.330,43 para uma jornada de 60 horas semanais (Leia mais aqui, no artigo do vice-reitor Décio Sabbatini Barbosa)
As Universidades não têm como fazer o pagamento direto, considerando que já estão com os custeios deficitários. Além disso, as bolsas têm recursos aprovados pela Lei Orçamentária Anual (LOA), o que torna o problema uma questão técnica. Uma das propostas é utilizar uma rubrica específica para o pagamento das residências. Mesmo assim, há necessidade de uma solução de médio e longo prazo.
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