A volta da franquia: Velozes e Furiosos – Hobbs & Shaw

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A franquia de 5 bilhões de dólares volta aos cinemas nas estreias desta semana, com as cenas de ação mais malucas ainda em situações absurdas.

O primeiro longa da franquia em 2001 tinha um enredo quase simplório, contando a história do policial que se infiltra nas gangues de “rachas” em uma Los Angeles quase imaginária. Tinha também um orçamento risível e focava num público masculino e jovem que consome este tipo de filme. Mas a sintonia do elenco eclético com músculos e bumbuns abundantes em carros turbinados, junto com a mensagem de amizade, conquistaram um público muito maior.

Conforme os novos filmes da franquia foram lançados, acrescentava-se cada vez mais partes de humor e de cenas de ações inusitadas, aumentando ainda mais seu público e seus fãs de carteirinha.

Podemos analisar o poder crescente da franquia quando confrontamos os dados. Primeiro filme: 207 milhões de dólares de bilheteria mundial. Sétimo filme: 1,5 bilhão de dólares. Impulsionado pela morte trágica de Paul Walker em um acidente de carro, em 2013: 1,2 bilhão de dólares.

Agora, no lançamento desta semana, Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw (Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw, Estados Unidos, 2019), a maior parte do elenco original é posta de lado para o roteiro se focar nos dois personagens “melhores inimigos” que dão nome ao título. Deckard Shaw, interpretado pelo inglês Jason Statham, estreou como vilão na franquia em 2013, no sexto filme, se estranhando a todo momento com Luke Hobbs, interpretado por Dwayne Johnson.

Dirigido por Justin Lin (Finishing the Game – 2007), os atores são treinados à exaustão nos sets de filmagens, com o auxílio de centenas de dublês que são filmados de maneira direta, proporcionando realismo às cenas absurdas, tão absurdas que por vezes soam cômicas, deixando o filme leve. Mas no final de tudo, quem ganha é a Universal Pictures, que mais uma vez deve faturar pra lá de bilhão. Um bom filme tipo “sessão da tarde” para quem gosta de ação.

Foto: Divulgação

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas

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