Nostalgia: saudades das lojas de vinis da minha época

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Por Rogério Rigoni

Fala, meninas e meninos do ROCK!!

Era anos 1980 e minha infância, além de brincar na rua, foi movida por muita música e discos de vinil. Eu ainda não tinha um aparelho de som que tocava vinil, mas meus primos e meu tio tinham. Os primos eram embalados pelo rock and roll, o tio por discos de trilha sonora de filmes e eu, no meio de tudo aquilo, com dez anos, absorvendo todas aquelas informações.

Foi com 13 anos que eu ganhei meu primeiro aparelho de som. Inclusive aparelho esse que era do meu tio acima. Uma aparelhagem incrível com caixas de som potentes (coitado dos vizinhos). Só faltavam os discos. Foi nessa mão que comecei a visitar as lojas de vinis daqui.

Influenciado pelo rock e pelas bandas dos anos 1980, sabia exatamente aquelas que queria. Na verdade, meu primeiro disco de vinil foi do Queen, não lembro o nome do disco, mas nessa obra tinha uma música muito pesada e eu ficava repetindo a faixa várias vezes.

O legal é que tinha várias lojas de discos: a do Rei, que ficava em uma galeria perto das lojas Americanas; a Footloose, na Sergipe; outra na rua Hugo Cabral e por ai vai…

Nos anos 1980, os discos de vinil imperavam. Londrina tem muitas lojas de vinis, com um mercado forte. A tecnologia derrubou eles por um tempo, mas os vinis estão de volta
Fotos: Magnific

Nem sempre meus pais me davam dinheiro pra comprar discos, mas, quando fiz 15 anos, a história mudou. Meu pai resolveu me dar um “pusta” presente, abrindo uma conta pra mim no banco Bradesco, com direito a talão de cheque e um depósito mensal que eu fiquei surpreso.

Nessa época, especificamente na rua Pará, abriu uma loja de discos – lembro que não era uma loja grande, mas tinha muitos vinis de diferentes estilos – que virou minha preferida. E era nela que eu gastava minha grana. Todo dia, ia lá e comprava de sete a oito discos. Isso sem contar quando eu ia pra São Paulo. Lá, os mercados da Penha vendiam discos e, claro, que comprava. Em pouco tempo, tinha uma coleção de vinil maravilhosa, em torno de uns 500, 600 vinis.

Mas nada dura para sempre. Junto com a tecnologia, vieram os CDs e, em pouco tempo, o formato tomou conta do mercado. Devagar, as lojas substituíram os vinis por CDs, depois vieram os gravadores de CD, depois os MP3s e as lojas foram fechando. Poucas foram guerreiras e manteram suas portas abertas.

Conclusão: fiquei órfão e refém dos disquinhos digitais.

Saudades desse tempo onde tinham músicas e bandas de verdade, onde o vinil imperava, duplo, triplo…

Hoje, temos os sebos, feiras de vinil espalhadas por esse Brasil a fora, e você até encontra, se garimpar bem, ótimos discos com preços legais. Tem até lojas especializadas em discos importados, mas os preços são altos.

Agora, muitas bandas de “nome” e até do underground estão lançando suas obras nesse formato e eu agradeço. Comprei alguns Eps e lps da cena independente. Mas, pra mim, a realidade é outra. Não tenho mais 15 anos, não tenho papai pra bancar e não tenho dinheiro sobrando pra comprar discos. A vontade é grande mas… Só restou a nostalgia.

Tenha um ótimo final de semana!

SEM ANISTIA PRA GOLPISTA SAFADO!!

FORA TODOS OS POLÍTICOS DE MERDA!

BORA PRO ROCK!

Rogério Rigoni

“FALA, MENINAS E MENINOS DO ROCK”! Assim começa o programa o DNA Rock Brasil, pela radio UEL FM! Sou um dos apresentadores e falo do que amo desde que me conheço por gente: música! E se for autoral, melhor ainda! E já que não tive uma banda, me realizo falando e escrevendo sobre rock and roll! Punk de alma e de coração, vivendo em paz ! E…BORA PRO ROCK!

Me sigam no Instagram: @dna_rock_brasil

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