Por André Luiz Lima
Escrever A Arte dos Encontros tem me ensinado que cada reflexão não termina quando a coluna é publicada. Ela continua vivendo dentro de quem a lê, despertando perguntas, provocando novos olhares e, muitas vezes, abrindo caminhos inesperados.
Na minha última coluna, deixei uma pergunta no ar: Que corpo é esse?
Muitas pessoas imaginaram que eu estivesse falando apenas do corpo físico. Mas, na verdade, estava falando de algo muito maior.

Ao longo da vida, habitamos diferentes corpos: — O corpo que reage. — O corpo que se esconde. — O corpo que fala. — O corpo que escuta. — O corpo que tem medo. — O corpo que, um dia, encontra coragem para se expressar.
“Comecei a perceber quem era o corpo que estava habitando. Não porque meu corpo tivesse mudado de forma, mas porque seu olhar havia mudado. Compreendi que, antes de conduzir experiências para outras pessoas, precisava viver essa experiência dentro de mim. Cuidar do próprio olhar para, então, enxergar melhor o outro. Afinal, como oferecer uma experiência transformadora sem antes permitir que ela aconteça em nós?” — Nilsa, idealizadora do Caminhos de Vivências e minha mentoranda.
A partir dessa virada de chave, ela começou a ouvir de outra maneira. A observar aquilo que antes passava despercebido. A ler as entrelinhas das pessoas e das situações. A perceber quando falava apenas para responder e quando realmente se comunicava.
Esse é o poder dos encontros.
Costumo dizer que uma boa mentoria não entrega respostas. Ela entrega perguntas que reorganizam a vida. Perguntas que, muitas vezes, desmontam certezas, desafiam crenças e nos convidam a construir uma nova forma de pensar, sentir e agir.

É exatamente nesse momento que um novo corpo começa a nascer. Um corpo mais consciente. Mais presente. Mais inteiro.
Percebo isso em praticamente todas as pessoas que passam pelos meus processos. Muitas chegam buscando melhorar a comunicação, a liderança ou a expressão. Descobrem, porém, que a verdadeira transformação acontece muito antes da fala. Ela acontece na forma como olham para si mesmas. Porque ninguém transforma sua comunicação sem transformar, primeiro, a maneira como habita a própria existência.
Talvez seja por isso que continuo tão apaixonado pelo que faço. Não trabalho apenas com técnicas de comunicação. Trabalho com encontros. Encontros capazes de ampliar a consciência, despertar novos olhares e revelar possibilidades que, muitas vezes, estavam adormecidas dentro da própria pessoa.
Por isso, deixo uma nova pergunta:
Que corpo você está habitando hoje?
E, mais importante…
Que corpo você deseja construir a partir dos encontros que ainda viverá?
Porque, no fim, a maior transformação não acontece quando aprendemos algo novo. Ela acontece quando deixamos de ser quem éramos para nos tornarmos quem sempre tivemos o potencial de ser.

Se esta reflexão encontrou espaço dentro de você, talvez seja porque chegou o momento de viver um novo encontro. Ao longo da minha trajetória, desenvolvi processos de mentoria, vivências e experiências que unem comunicação, expressão e desenvolvimento humano. São caminhos para quem deseja fortalecer sua presença, ampliar a consciência e encontrar uma forma mais autêntica de se relacionar consigo mesmo, com os outros e com o mundo.
Acredito que toda transformação começa por um encontro. Às vezes, um encontro com alguém. Às vezes, um encontro com uma idea. E, nas melhores ocasiões, um encontro consigo mesmo. Talvez seja essa a verdadeira arte dos encontros. Porque, no fim, não são os encontros que mudam a nossa vida. Somos nós que permitimos que alguns encontros nos transformem.
Viva a Arte dos Encontros!
Viva a Vida, André.

André Luiz Lima
Londrinense, ator, diretor, professor, palestrante e produtor cultural.
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Uma resposta
Eu aceitei esse chamado para uma nova forma de se relacionar comigo e com o meu entorno… aceitei me reencontrar, e acredito que tenho vivido momentos bem agradáveis, nessa nova descoberta, nesse novo momento da vida!!! A alegria de se reconhecer e aprender tem me alcançado dia a dia!!! Obrigada André, pela generosidade.