Por Robson Moretão
Olá, eu sou Robson Moretão e estou escrevendo a coluna Além dos Controles. Hoje vamos falar sobre um fenômeno que continua vivo após dez anos de existência. Pokémon GO não é apenas um jogo para celular. Ele se tornou uma experiência social capaz de mudar a relação das pessoas com as cidades.
O anúncio do Safári Urbano no Rio de Janeiro mostra que o Brasil ocupa uma posição importante para a franquia. O evento acontecerá nos dias 26 e 27 de setembro e espalhará atividades por locais famosos, como a Praia de Copacabana, a Lagoa Rodrigo de Freitas e a Praça Mauá. A iniciativa terá entrada gratuita, mas contará com um ingresso opcional para liberar bônus extras dentro do jogo.
O Brasil se tornou uma peça importante para Pokémon GO
Quando Pokémon GO chegou ao mercado, em 2016, muita gente acreditou que o sucesso seria passageiro. No entanto, a realidade foi diferente. Dez anos depois, o título continua reunindo milhões de jogadores em vários países.
O Brasil ganhou destaque nessa estratégia. Segundo representantes da marca, a comunidade brasileira está entre as mais engajadas do mundo. Eventos recentes no Rio reforçaram esse papel e mostraram a força dos treinadores nacionais.
O novo Safári Urbano pretende levar essa conexão para outro nível. Durante o evento, os jogadores poderão participar da chamada Caça aos Selos. A atividade exige visitas a Poképaradas específicas espalhadas pela cidade. Quem completar a missão receberá recompensas especiais dentro do jogo.
Além disso, Pokémon exclusivos estarão disponíveis durante a celebração. Entre eles, aparece um Eevee usando um chapéu de explorador, acompanhado por criaturas como Hawlucha, Komala e Flamigo. Algumas dessas capturas poderão surgir em versões brilhantes, conhecidas pelos fãs como Shiny.
Mais do que capturar monstros
O grande diferencial de Pokémon GO sempre foi sua proposta. Enquanto muitos jogos prendem os jogadores ao sofá, o aplicativo incentiva a exploração do mundo real.
Esse conceito criou algo raro na indústria. O jogo mistura tecnologia, mobilidade e convivência social. Pesquisas mostram que experiências baseadas em localização fortalecem a interação entre jogadores e modificam a maneira como as pessoas ocupam espaços públicos.
No Brasil, isso fica evidente durante os Dias Comunitários. Parques, praças e centros urbanos se transformam em pontos de encontro. Muitos jogadores relatam que voltaram ao game justamente pela possibilidade de conhecer pessoas e participar de reides em grupo.
Ao mesmo tempo, a comunidade também enfrenta desafios. Parte dos jogadores reclama do aumento de eventos pagos e da necessidade de gastar dinheiro para aproveitar determinados conteúdos. Outros demonstram preocupação com a segurança durante atividades nas ruas.
Essas questões chegaram aos organizadores do Safári Urbano. Durante a apresentação oficial do evento, representantes destacaram que a segurança será uma das prioridades da programação.
Uma cidade pode virar um tabuleiro gigante
Existe algo fascinante em Pokémon GO. O jogo transforma lugares comuns em cenários cheios de significado. Uma praça deixa de ser apenas uma praça. Um monumento passa a representar uma missão. Uma caminhada se converte em uma aventura.
Esse modelo influenciou outros projetos da indústria. Jogos como Ingress e Harry Potter: Wizards Unite seguiram caminhos semelhantes. Ainda assim, Pokémon GO continua sendo a principal referência quando o assunto é realidade aumentada e interação urbana.
A tecnologia também evoluiu. Hoje, eventos presenciais utilizam mapas especiais, missões coletivas e recompensas compartilhadas. O resultado é uma experiência que mistura elementos digitais e encontros reais.
Quando o jogo ultrapassa a tela
O sucesso de Pokémon GO ensina uma lição importante. Os videogames podem criar conexões humanas fora do ambiente virtual.
Muitos jogadores passaram a caminhar mais. Outros descobriram novos lugares em suas cidades. Alguns construíram amizades que começaram em uma simples troca de Pokémon.
Ao mesmo tempo, o jogo exige escolhas responsáveis. É preciso planejar rotas, prestar atenção ao ambiente e equilibrar diversão com segurança. Essas decisões fazem parte da experiência e também da vida cotidiana.
No fim das contas, Pokémon GO prova que a tecnologia pode aproximar pessoas em vez de isolá-las. Afinal, cada treinador carrega no bolso muito mais do que um aplicativo.
Quando a tela do celular se apaga e a aventura termina, fica uma pergunta: estamos apenas capturando criaturas virtuais ou redescobrindo o mundo ao nosso redor?
Robson Moretão

Um maluco por games desde a era dos pixels — e sem cura! 🎮 São mais de 30 anos nessa. Sou daqueles que piram em histórias incríveis, desafios que parecem impossíveis (mas não são) e gráficos realistas de hoje (que a gente nem acredita). Aqui na minha coluna, o papo é sobre a evolução dessa indústria insana e todos os rolês que vêm com ela, e as vezes games que mudam o cotidiano.
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Essas opiniões são minhas, viu? O LONDRINE̅NSE só deixa eu postar aqui. Se gostou, foi sorte deles. Se não gostou, foi coisa da minha cabeça. E as broncas estão tudo no meu CPF. Combinado?
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