Por Robson Moretão
Fala, galera! Aqui é o Robson Moretão, e hoje vamos montar — literalmente — uma história que começou com uma única pecinha digital lá em 1995. Na época, a LEGO deu um passinho tímido fora do terreno físico e lançou Fun to Build, um jogo exclusivo do Japão para o Sega Pico. Quase ninguém jogou, quase ninguém lembra… mas foi ali que começou a jornada que transformaria aqueles blocos coloridos em um dos universos digitais mais variados do planeta gamer.

Trinta anos depois, a LEGO não apenas entrou de vez no mundo dos games — ela construiu um império. E como todo bom construtor que começa com uma pecinha, hoje vemos um portfólio gigantesco que vai de aventuras épicas a experiências sociais que conversam diretamente com a geração que cresce entre Minecraft, Roblox e Fortnite.
O mais impressionante? A LEGO entendeu que brincar mudou — mas a essência da brincadeira continua a mesma.
Construindo um novo tipo de criatividade (e um novo tipo de jogador)

Se nos anos 2000 pensar em videogame LEGO era automaticamente pensar na TT Games — com seus clássicos de Star Wars, Harry Potter, Batman e companhia — hoje o cenário é bem mais complexo. A marca assumiu: “o mundo mudou e a forma de brincar mudou junto”.
É o que repetem duas figuras essenciais desse movimento: Fredrik Löving, vice-presidente sênior da LEGO Game, e Kari Vinther Nielsen, verdadeira veterana da casa. Para eles, a nova geração não entra em jogos pela aventura, mas pela convivência. O jogo virou sala de estar digital.
E aí, entra a pergunta: como LEGO, símbolo máximo de criatividade livre, se adapta a isso?
Nielsen lembra de quando trabalhou em LEGO Worlds, um sandbox que tentava trazer a construção livre para o ambiente digital. Foi um experimento ambicioso — e embora não tenha “batido” Minecraft, mostrou algo importante: o poder que o tijolinho físico tem quando vira pixel. Pessoas criavam mundos inteiros, histórias próprias, miniuniversos feitos para serem compartilhados. Era a prova de que LEGO no digital não precisava imitar nada. Bastava ser LEGO.
Corta para 2025: esse espírito ganhou novas formas, novos estilos e novos públicos.
Hoje você tem:
- LEGO Party para reunir gerações e virar o jogo em família.
- LEGO Voyagers, experiência indie emocional — perfeita para casais que acham que cooperativo não testa relacionamento (testa sim!).
- LEGO Fortnite, que cresce e se transforma quase semanalmente.
- LEGO Brick Life, com simulação de vida e temas culturais como Os Simpsons.
E claro, o poder absoluto da cocriação, que está virando regra em plataformas modernas. O jogador não quer só jogar: quer construir, contar histórias, deixar sua marca. Nada mais LEGO que isso.

Imagens divulgação LEGO games
O futuro montado em blocos (digitais e físicos)
É curioso perceber como a LEGO se move entre nostalgia e inovação. Ela não abandona experiências tradicionais — afinal, LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight foi um dos jogos mais celebrados da Gamescom 2025 — mas também abre alas para formatos que mudam tão rápido quanto a imaginação dos jogadores.
Se você olhar para a trajetória da LEGO nos games, vai perceber uma linha clara: desde MindStorms até LEGO Super Mario, passando por LEGO Dimensions e chegando ao universo conectado de LEGO Fortnite, existe sempre o mesmo impulso — experimentar. Testar. Derrubar o castelo e montar de novo. Misturar propriedades intelectuais, mundos, histórias e pessoas.
Nielsen coloca de um jeito perfeito: às vezes, existe um “momento certo” para cada jogo. Assim como existe um momento certo para cada construção. E quando você encontra essa combinação — ideia, público, tecnologia — o resultado pode atravessar gerações.
Porque no fim, LEGO não é só plástico. É linguagem. É conexão. É a possibilidade de brincar junto, seja no chão da sala ou dentro de um servidor.
E agora eu te pergunto: qual foi o jogo LEGO que marcou sua história — e qual você acha que será o próximo grande salto da marca? Vamos montar essa conversa juntos nos comentários.
Robson Moretão

Um maluco por games desde sempre – há mais de 30 anos! Sou fissurado em histórias incríveis, desafios “impossíveis” e gráficos realistas. Aqui, na minha coluna, vou falar sobre o avanço desta indústria fantástica e seus desdobramentos.
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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINE̅NSE

