Cresce desaprovação ao modo de governar de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro durante a 27ª edição da Marcha para Jesus, em São Paulo.

Pesquisa divulgada hoje traz índices de aprovação e reprovação empatados mas confiança no presidente caiu

Telma Elorza

Equipe O LONDRINENSE

Pesquisa CNI-Ibope divulgada nesta quinta-feira (27) aponta que o governo Jair Bolsonaro está empatado em termos de aprovação e reprovação populares, com 32% de aprovação e 32% de reprovação. O levantamento, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi feito pelo Ibope entre os dias 20 e 23 de junho, e ouviu duas mil pessoas em 126 municípios da União.  A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para cima e para baixo. Na pesquisa anterior, feita em abril, a aprovação era de 35%, e a reprovação, de 27%.

Segundo 47% dos entrevistados, o governo Bolsonaro é melhor do que de Michel Temer, e pior para 17%. Mas, no que diz respeito à maneira de governar do presidente Bolsonaro, o percentual de desaprovação cresceu de 40% para 48%, em relação a última pesquisa, enquanto a aprovação recuou de 51% para 46%.

A confiança no presidente também diminuiu. O percentual dos que confiam no presidente passou de 51% para 46% e o dos que não confiam aumentou  de 45% para 51%. Com relação às ações e políticas por áreas específicas, o maior crescimento da insatisfação ocorreu na área de Educação. O percentual dos que desaprovam a atuação do governo nessa área subiu 10 pontos percentuais, de 44% para 54%, e o percentual dos que aprovam caiu de 51% para 42%.

A queda na popularidade do presidente é maior entre as mulheres, entre os respondentes com até a quarta série da educação fundamental, entre os brasileiros com menor renda familiar e entre os residentes nas regiões Norte/Centro-Oeste e Nordeste. Cabe ressaltar que parcela importante da mudança deveu-se à redução do percentual dos indecisos, ou seja, aqueles que não souberam ou não quiseram responder a pergunta.

A região Sul se consolidou como a de maior popularidade do presidente Bolsonaro, e é a única em que mais de 50% da população avaliou o governo como ótimo ou bom. Entre abril e junho, o percentual dos que avaliaram o governo como ótimo ou bom subiu de 44% para 52% nessa região, em decorrência da queda no percentual dos que avaliaram o governo como regular. Na região Nordeste, a insatisfação com o governo aumentou e o percentual dos que avaliaram o governo como ruim ou péssimo subiu de 40% para 47%, enquanto o dos que avaliaram como ótimo ou bom caiu de 25% para 17%. O maior aumento no percentual de ruim ou péssimo ocorreu entre os residentes nas regiões Norte e Centro-Oeste: de 20% para 33%

foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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