Por Telma Elorza
“Estou casada há 20 anos e sinto que meu casamento entrou numa rotina, principalmente sexual. Até fazemos bastante sexo, pelo menos três vezes por semana, mas é sempre a mesma coisa. Quero apimentar a relação e fazer uma surpresa. Pensei em levar meu marido a uma casa de swing para ver se isso dá uma agitada nas coisas. Mas estou insegura. Não sei como funciona e não sei qual será a reação dele. O que você sugere?”
Minha amiga, transar três vezes por semana depois de 20 anos? Nossa, meus parabéns. Tem casais que estão há menos tempo em um relacionamento sério e estão na fase “uma vez por semana e olhe lá”. kkkk Mas, sem brincadeiras, acho louvável você não ter se acomodado à rotina e quer dar uma agitada nas coisas. Geralmente, são os homens que reclamam da rotina sexual. Mais mulheres precisam ter essa visão de investir nas relações, querer movimentar, realizar fantasias, tomar atitudes para ter uma vida sexual mais satisfatória. Não apenas esperar que o marido ou companheiro tome a iniciativa de fazer alguma coisa. Meus parabéns, de novo. E dessa vez, a sério. Seja de ser passiva!
Bom, vamos lá. Com certeza, levar ao marido a uma casa de swing pode ser uma boa ideia. Porém, eu conversaria com ele, antes. Sem surpresas. Veja bem, um dos princípios para realizar uma fantasia ou fetiche é ter o consetimento do(a) companheiro(a). Sempre, SEMPRE, precisa ser consensual. Os dois devem querer realizar a fantasia ou fetiche. Tá, os homens são mais abertos à experimentações, mesmo de surpresa. Porém, o swing pode afetar tanto positiva quanto negativamente seu marido.
Há algumas perguntas que você deveria fazer, antes de levá-lo a um lugar desses. São elas:
- Você já perguntou a ele quais fantasias gostaria de realizar?
Já tiveram conversas sobre fantasias e fetiches? Talvez swing não seja a praia dele. Talvez seu maior fetiche seja outro, como usar suas lingeries (sim, é muito comum). Sugiro que tenha uma conversa legal com ele, antes de radicalizar.
- Ele concordaria em dividir você com outro?
Esse é um dos principais fetiches masculinos e se ele confessar que gostaria de vê-la com outro, a casa de swing pode ser um ótimo presente para ele. Mas alguns homens tendem a ser excessivamente possessivos em relação às esposas. E se ele for assim e você levá-lo de surpresa, pode acabar virando uma guerra entre vocês. Por isso que eu falo que é importante conversar com ele, antes de tentar realizar uma fantasia.
- Quais são suas fantasias?
É necessário entender que realizar uma fantasia ou fetiche é importante também para nós, mulheres. Você sabe que tem fantasias, não adianta negar. Todas as mulheres têm, a maioria só não verbaliza por medo ou vergonha da reação do parceiro. Agora responda sinceramente: o swing está entre as suas fantasias? É uma coisa que VOCÊ quer ou apenas acha que seu marido vai gostar?
De novo, reafirmo a importância da conversa. Esses dias atrás, escrevi sobre um caso que considerei muito triste. O homem, com 39 anos de casamento, nunca contou para a esposa que tinha prazer em usar lingeries. Não seja esse casal infeliz. Converse muito, abra seu coração para seu parceiro e ouça-o também. Isso, com certeza, vai fortalecer o casal. Afinal, não há crises sérias em casamentos onde o sexo é maravilhoso e a cumplicidade seja valorizada.
Casa de swing não é bagunça
Bom, depois de tudo isso, vamos a parte que você diz que não sabe o que acontece numa casa de swing. Eu já fui em uma e narrei tudo nessa coluna aqui. Leia, acho que você vai gostar. De qualquer forma, vou resumir aqui em três pontos principais.
O primeiro deles é que você e seu marido devem chegar a um consenso: vão observar ou vão participar? Sim, você pode ir a uma casa dessas e não fazer nada, além de observar. Não é obrigatório participar de surubas ou troca de casais. Se você quer ir só para ver antes de tomar uma atitude, está tranquilo. Ali, não precisa nem tirar a roupa, pode circular por todos os ambientes e observar tudo sem tirar sequer os sapatos. Mas combine com ele. Vai que ele se empolga e você não fica à fim, né? O combinado não é caro.
Segundo ponto é que todas as casas de swing têm regras rígidas para proteger a clientela. É preciso respeitá-las para evitar problemas para vocês e para outros. Fotografar e filmar é proibido. A maioria faz os clientes deixarem os celulares guardados em armários trancados.
O terceiro ponto é “ninguém toca em ninguém sem autorização”. Ou seja, por mais que alguém a ache um tesão, não vai tocá-la sem convite. Nem vocês podem tocar em ninguém, mesmo que estejam transando a seus pés. Entendido?
Posto tudo isso, acho que é interessante dizer que há muitos modos de apimentar a relação dentro de um contexto em que ambos se sintam confortáveis. Conversem sobre fantasias, brinquedos sexuais, jogos eróticos, há infinitas possibilidades de tacar fogo no sexo. E é sempre tão divertido ir tentando. Mesmo sem ir para o swing. Mas se forem, aproveitem da forma que escolherem, de forma consensual.
Espero ter ajudado.

Tem dúvidas sobre sexo? Mande sua pergunta para telma@olondrinense.com.br
Quem é Tia Telma?

Telma Elorza é jornalista, divorciada, xereta por natureza e que sempre se interessou muito por sexo. Com a vida, aprendeu várias coisas, mas a principal é que sexo é uma coisa natural e deve ser sempre prazeroso.
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