Eu sei o que vocês fizeram no verão passado: caos nostálgico e sangue

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Por Marcelo Minka

Como o único lançamento relevante na cidade foi Quarteto Fantástico e já escrevemos sobre ele, e também faz tempo que não escrevemos sobre o gênero terror, vamos falar sobre o novo “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado” ( I Know What You Did Last Summer, 2025), lançado semana passada.

Dirigido por Jennifer Kaytin Robinson (Do Revenge, 2022), chegou como uma releitura que busca reviver o clássico de 1997 com um olhar contemporâneo. A trama reúne Jennifer Love Hewitt (Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, 1997) e Freddie Prinze Jr. (Ela é Demais, 1999), reprisando seus papéis icônicos como Julie James e Ray Bronson, agora adultos, ao lado de um elenco jovem moderno liderado por Madelyn Cline (Entre Facas e Segredos: Glass Onion, 2022), Chase Sui Wonders (Corações Solitários, 2022), Jonah Hauer‑King (A Pequena Sereia, 2023) e Sarah Pidgeon (The Wilds, 2020).

No verão passado

A história se fundamenta em um acidente fatal ocorrido durante o Dia da Independência dos EUA, seguido por um pacto de silêncio entre cinco jovens privilegiados. Um ano depois, um assassino com gancho retorna para atormentar os sobreviventes, mandando uma mensagem sanguinolenta: “I know what you did last summer”. A cineasta mistura gore explícito, sátira mordaz à cultura pop e críticas — ainda que leves — à mentalidade Gen Z, oscilando entre o terror tradicional e uma paródia consciente do gênero slasher.

Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado mistura gore, sátira e críticas à mentalidade Gen Z
Fotos: Divulgação

A recepção crítica do filme foi dividida: enquanto uns dizem que o tom varia entre horror e paródia, com uma coesão narrativa frágil, outros elogiam o senso de humor irônico e os retornos nostálgicos dos atores originais, mesmo reconhecendo limitações do roteiro e da execução geral. No Rotten Tomatoes o filme ostenta avaliação crítica média (entre 55 % e 60 %), mas atraiu audiência com pontuações mais favoráveis e diversão garantida para fãs do gênero.

O filme pode estimular uma discussão sobre cultura pop, legado de franquias e estética de horror vintage versus autodepreciação moderna. Embora não reinvente o gênero, nos faz pensar sobre nostalgia, identidade do reboot e as tensões entre entretenimento simples e autocrítica. No frigir dos ovos, quando saímos do cinema e pegamos o celular do bolso para conferir as redes sociais, não notamos muita diferença.

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas. Me siga no Instagram: @marcelo_minka e @m_minka_jewelry

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