Por Marcelo Fabrão
Dentro da cultura do marketing, existe um ditado muito recitado: “conteúdo é rei”. E isso é a mais pura verdade.
Conteúdo informativo e de alta qualidade é crucial para atrair e reter um público. Mas essa verdade é apenas metade da história e não podemos olhar apenas pra essa metade e ignorar o outro lado que é tão importante quanto: o que torna esse conteúdo tão irresistível?
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Essa outra metade, é emoção.
Emoção, no marketing político, é rainha.
Neste cenário supersaturado de conteúdo de hoje em dia, é a emoção que reina suprema. E por que isso acontece?
Porque as pessoas não consomem apenas conteúdo. Elas se conectam com eles.
Elas se lembram das histórias que as fazem rir, chorar ou que as inspiram.
E você precisa destronar conteúdos ruins, enfadonhos e começar a dar importância à conteúdos que atraem as pessoas e as fazem se conectar com eles?
Evocar emoções e criar uma conexão mais profunda com seu público não é tão simples quanto parece. Exige observação, sensibilidade e conhecimento real sobre o tema. Vou dar alguns exemplos de como usar o “rei” e a “rainha” de forma mais envolvente no marketing de conteúdo.
Liberte o poder da narrativa
Fatos e números são importantes, mas são as histórias que realmente ressoam.
As pessoas se conectam com narrativas, então inclua histórias em seu conteúdo.
Não diga ao eleitor que aquela ação ou aquele recurso é o melhor para ele. Mostre isso por meio de uma história emocionante de como você fez de tudo para resolver o problema daquele público. Apresente depoimentos de pessoas que destacam o impacto positivo que sua campanha ou mandato teve em suas vidas. Compartilhe, através do entretenimento, sua própria jornada, os desafios que enfrentou e as lições que aprendeu.
Fale com quem interessa
Você não criará uma conexão emocional se estiver criando conteúdo para todo mundo, ou pior, para público errado.
O conteúdo só é relevante para quem se identifica com ele. E não existe conteúdo relevante que não seja para um público, tema ou desafio específico. Em outras palavras: conteúdo bom tem endereço certo.
É por isso que você precisa saber exatamente com quem está tentando se conectar. Quando você conhece com quem quer falar e entende quais são suas dores, necessidades, anseios, não apenas o seu conteúdo será consumido, mas sentido por eles.
Seja humano
Construir um elo emocional político/eleitor é uma experiência de marca que exige uma estratégia desenvolvida de pessoas para pessoas. Não pode ser máquina ou profissionais sem empatia pra fazer isso.
As pessoas só irão se conectar emocionalmente com o conteúdo quando ele tiver um elemento humano, e não um conteúdo entediante de uma ação política/eleitoral sem rosto.
Por isso que linguagem em terceira pessoa, com viés informativo e jornalístico não funcionam mais, principalmente nas redes sociais, e não só lá.
Para o político, a melhor maneira de adicionar um elemento humano além da narrativa (contar histórias) é se manter fiel a sua essência, ao seu propósito, a sua marca.
Tudo o que você for fazer para o seu público deve ser pensado primeiramente nas pessoas que compõe esse público. Imagine como eles devem receber esse conteúdo e como isso irá impactar a vida deles.
Humor é sempre bem-vindo, mas tem hora certa pra isso, ok?
Por fim
Não tomamos decisões com base na lógica. As emoções desempenham um papel importante na forma como recebemos e percebemos as informações para que, em última análise, possamos agir. Na verdade, pesquisas mostram que as emoções orientam a nossa tomada de decisão, e a parte lógica do cérebro simplesmente racionaliza o motivo pelo qual tomamos essa decisão.
Ao compreender as necessidades e desejos emocionais daqueles que queremos nos “atingir”, podemos criar conteúdo que ressoe num nível mais profundo, promovendo conexões mais fortes e gerando melhores resultados.
Não existe conteúdo relevante para um público desinteressado e desconecto.

Sobre mim
Meu nome é Marcelo Fabrão. Sou marqueteiro político há 16 anos. Casado, pai de dois meninos lindos, Filipe Lucas e David Luiz. Amo filmes, séries, rock, fotografias, bateria e Muay Thai. Em 2020, no meio daquela pandemia infernal, percebi a importância do branding na estratégia de comunicação eleitoral e me tornei um estrategista de marcas com o propósito de ajudar políticos a se transformarem em marcas sinceras e atuais. Além de consultor de Marketing Político e Branding, sou diretor de um Instituto de pesquisa e da agência Fabbron. Me siga no Instagram @marcelorfabrao e no Linkedin
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