Presidente havia dito aos vereadores que faltaria dinheiro, em 60 dias, para honrar os salários
Telma Elorza
Equipe O LONDRINENSE
No início dessa semana, o presidente da telefônica Sercomtel, Cláudio Tedeschi, disse na Câmara Municipal de Londrina, aos vereadores que a empresa teria problemas em honrar a folha de pagamentos dos funcionários em 60 dias, se a empresa não fosse vendida logo.
Hoje, no boletim interno da empresa, o presidente teve publicar uma nota para acalmar os funcionários. Nela, ele admite que foi “exagerada” a afirmação mas que foi necessário, “dentro do contexto da discussão do momento, ou seja, já que havia sido aventado pelo legislativo a possibilidade de instalação de uma audiência pública para tratar da situação”. Ele garante que não há risco ao pagamento dos empregados pelos próximos meses, já que “essa obrigação é prioritária”.

Nesta semana, O LONDRINENSE havia questionado o presidente sobre a discrepância entre o balanço com lucro apresentado em 2018, alardeado na imprensa, e a falta de capital para a folha de pagamento. Ele respondeu via whatsapp a seguinte mensagem:
“A gestão do fluxo de caixa da Companhia, no exercício de 2018, se deu por uma série de medidas que contribuíram para o resultado positivo, reduzindo o desembolso imediato de caixa, e, em contrapartida, estendendo o prazo para os respectivos pagamentos, como por exemplo: redução do valor da previsão de pagamentos de ações trabalhistas; parcelamento das GIAs mensais de ICMS; recebimento de dividendos anuais e intermediários da Sercomtel Participações; redução do desembolso financeiro por conta da aquisição de créditos de ICMS; renegociação de pagamentos e recuperação de créditos através de cobrança extrajudicial e judicial.
Entretanto, a dificuldade com o fluxo de caixa é histórica na empresa. Foi um dos fatores primordiais para a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) instaurar em 2017 o processo de caducidade da concessão de STFC da companhia. Mesmo com o resultado positivo no balanço de 2018, este processo continuou e só foi paralisado temporariamente em 2019 porque surgiram alternativas capazes de estabilizar o fluxo de caixa, assim como a situação financeira, e evitar que o processo seja concluído com a cassação ainda neste ano. Mas para que isso ocorra, a votação do Projeto de Lei na Câmara precisa ser feita o quanto antes”.

