Há consequências da guerra entre Ucrânia e Rússia para o Brasil?

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Por Cláudio Chiusoli

O ministro Paulo Guedes deu entrevista à TV norte-americana. A pauta era sobre a guerra da Ucrânia e Rússia e se isso poderia afetar o mundo, principalmente o Brasil. Nesse contexto, achei muito pertinente resumir o assunto.

O problema do Brasil nessa guerra é em relação a grãos, que compra da Ucrânia; e com fertilizantes, que compra da Rússia.

O principal tema da entrevista foi a aceleração da inflação global e a desaceleração simultânea da economia global devido à pandemia. A situação relacionada ao conflito já afetou o preço do petróleo, gás e grãos.
Certamente, houve aumento nos preços dos alimentos e energia com pressões inflacionárias em todo o mundo.

No caso do Brasil, além de a indústria brasileira ser pressionada pela valorização do dólar norte-americano e uma possível escassez de insumos mundiais, pode afetar também a economia de modo geral.

No entanto, alguns especialistas apontaram que o impacto da guerra pode não ser tão significativo, já que as altas de juros nos EUA devem começar em março e os indicadores apontam para uma desaceleração da economia chinesa e, em menor probabilidade, uma nova variante da pandemia.

Na entrevista, o ministro também ponderou que o Brasil está na contramão de outros países, porque está passando de uma economia estatal para uma economia de mercado.

Ele destacou que quase US$ 200 bilhões em contratos de investimento privado foram assinados em áreas como gás, petróleo, concessões de rodovias e portos marítimos, poucos conhecidos na mídia.

Guedes comparou o Brasil ao Plano Marshall, que foi uma ajuda financeira para reconstruir a Europa após a Segunda Guerra Mundial, que pelos próximos 10 anos terá esse investimento.

A jornalista também comentou se os gastos do governo não pressionariam a inflação, mas ele rebateu que os programas sociais do governo naquele período, além de gerar novos empregos, criaram milhões de empregos desde que a crise se aprofundou em 2020. Isso sem falar no programa de ajuda aos 68 milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade.

Ele concluiu a entrevista argumentando que a inflação no Brasil vai desacelerar este ano, possivelmente surpreendendo o resto das economias do mundo, e possivelmente menor que a dos Estados Unidos.

A boa notícia está aqui, vamos esperar para ver.

Fique por dentro. Boa semana. Gratidão!

Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.
Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com. Acompanhe meu canal do e minhas redes sociais Linkedin, Facebook Instagram.

Foto: Pexels

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