Moradores reclamam de perturbação do sossego e aglomeração, mas não têm retorno da PM e GM

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Depois de verem imagens de dispersão de aglomeração no Centro, divulgadas pela PM, moradores se sentem “abandonados”

Telma Elorza

O LONDRINENSE

Residentes dos bairros Jamaica, Tokyo e Bandeirantes, na zona oeste de Londrina, estão revoltados com o descaso da Polícia Militar e da Guarda Municipal. No último sábado (14), moradores de condomínios da região acionaram os dois órgãos para denunciar aglomeração e perturbação do sossego causada por uma festa de casamento que aconteceu em uma chácara urbana, localizada na Rua Valdomiro Fernandes. No entanto, embora várias queixas terem sido feitas pelo 190 e também no whatsapp da Guarda Municipal, a festa continuou até por volta das 4 horas de domingo, sem que nenhuma fiscalização tenha sido realizada.

Vários residentes na área procuraram O LONDRINENSE para reclamar. Eles ficaram ainda mais revoltados ao verem, nas redes sociais, imagens e vídeos da PM utilizando até bombas para dispersar aglomeração de pessoas na região central. “Lá vão com todo aparato porque é região de rico, fica bonito na foto. Aqui, somos ignorados”, disse um deles, que pediu para não ser identificado.

Uma moradora do Residencial Jamaica, que também preferiu ter a identidade preservada, afirmou que as festas na chácara são recorrentes e que aconteceram mesmo nos períodos de maior restrição da pandemia. “A Polícia Militar e a Guarda Municipal sabem dessas festas, porque nós fazemos queixa todas as vezes. Nunca vieram. Estamos abandonados e sofremos quase todos os finais de semana”, afirmou.

Segundo o secretário municipal de Defesa Social, tenente-coronel Pedro Ramos, foram feitos dois registros da ocorrência na Central da GM, às 23h59 e 03h59. Mas, de acordo com ele, a viatura da área estava empenhada na Delegacia de Plantão. “Nossas viaturas são distribuídas nas áreas e tem a demanda dos próprios públicos para serem atendidos. Esses casos, a gente manda a viatura da área que, neste caso, estava na delegacia. Não há como tirar da cobertura de outra área para fazer esse tipo de atendimento”, justificou. Segundo ele, quando acontece coisas assim, nos dias seguintes é remanejada uma equipe para que se possa fazer trabalho direcionado para esse tipo de ocorrência. “E é o que gente vai fazer, uma operação programada, com efetivo maior, para que possamos fazer com segurança a abordagem no local”, afirmou.

A reportagem tentou falar com o tenente-coronel Nelson Villa, comandante do 5. Batalhão da Polícia Militar, mas ele não respondeu as mensagens. Também entrou em contato com o major Ricardo Eguedis, responsável pela comunicação do Comando Regional. Eguedis afirmou que iria passar a solicitação ao 5BPM, porém, até o momento, nenhum retorno foi dado. Assim que alguém do 5BPM responder, atualizaremos a matéria.

Foto: Ação da PM, no sábado, para dispersar aglomeração no centro de Londrina/Instagram

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