Entidades querem reunião sobre Contorno Norte

contorno

Antônio Mariano Júnior
 Equipe O LONDRINENSE

Representantes políticos de Londrina e região Metropolitana vão tentar agendar uma audiência, nos próximos dias, com o procurador Diogo Castor de Mattos, do Ministério Público Federal (MPF), em Curitiba.  No encontro, lideranças empresariais e representantes da sociedade civil organizada vão buscar alternativas para iniciar as obras do Contorno Norte. É que o MPF, no âmbito da Operação Integração, anulou os aditivos e contratos firmados no Governo Beto Richa, entre eles os do Contorno Norte.

O Contorno Norte ligaria Ibiporã até Rolândia, passando pela região Norte de Londrina e por Cambé, pela PR-445.  Além de retirar o fluxo de veículos da área urbana, especialmente entre a BR-369 e a Avenida Tiradentes, e diminuir o número de acidentes, o projeto alavancaria ainda mais o desenvolvimento industrial de Londrina e região. 

“Precisamos encontrar uma solução para que o novo contorno seja viabilizado o mais rápido possível.  Vamos argumentar, junto ao MPF, que é uma obra de extrema importância para um gargalo logístico da região”, analisa Rosinda Strenlow, presidente da Associação das Empresas do Polo Industrial de Cambé (AEPIC). 

Há pelo menos, duas décadas o Contorno Norte deveria ter saído do papel, conforme constava no contrato firmado entre o Governo do Estado e a Concessionária Triunfo/Econorte. Através de aditivos, várias gestões estaduais foram liberando, aos poucos, a Econorte – como é mais conhecida – de suas obrigações.

No dia 31 de março de 2017, o então governador Beto Richa anunciou, com pompas e claques, na Prefeitura de Londrina, que após 20 anos o Contorno Norte sairia do papel.   A obra viária ganharia um novo traçado contemplando pista dupla, mais distante da área urbana, com aproximadamente 35 quilômetros de extensão. 

Um novo projeto foi, de fato, executado e protocolado no Departamento de Estrada de Rodagens (DER- PR), com o aval da Comissão de Desenvolvimento e Infraestrutura de Londrina. O grupo é composto por lideranças políticas e empresariais da região, representantes da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), Sociedade Rural do Paraná, Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL), Sinduscon e Sindimetal.

De acordo com Richa, as obras projeto viário seriam bancadas pelo governo estadual, que destinaria R$ 500 milhões. Por sua vez, a Econorte executaria um projeto com novo traçado e também faria a duplicação da BR-369, entre Jataizinho e Cornélio Procópio.

Um ano passou, Richa deixou o governo e a sucessora, ex-governadora Cida Borgheti, não levou adiante o compromisso. Em entrevista à Rádio Paiquerê, o procurador federal Diogo Castor de Mattos disse que os aditivos nos contratos com a concessionária já teriam pago as duas obras. E que a Econorte terá que apresentar o cronograma de obras numa audiência, no dia 26, na 1ª Vara Federal de Curitiba.

Na última sexta-feira (15), uma reunião teria sido realizada, em Curitiba, entre o DER e a concessionária para definir esse cronograma. O LONDRINENSE não conseguiu confirmar a informação.

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