Série Mulheres Artistas: Beatriz Milhazes

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Beatriz Milhazes é conhecidíssima nos grandes leilões,  museus e galerias! Nascida em 1960, no Rio de Janeiro, e discreta quanto a sua vida pessoal, Beatriz é uma das dez mulheres artistas vivas que ganham fortunas com suas obras! Ela é uma das artistas plásticas brasileiras, mais valorizadas internacionalmente. Para terem ideia, sua tela “O limão” foi arrematado no leilão da Sotheby’s em NY, por mais de dois milhões de dólares!

Foto: Reprodução da internet

Ela é pintora, ilustradora, gravadora e por anos foi professora na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Sua formação foi em Comunicação Social na Faculdade Hélio Afonso, no Rio de Janeiro, e depois cursou a escola de Artes do Parque Lage, onde, além de dar aulas, também coordenou atividades culturais. Em junho de 1980, participou com 123 artistas da exposição “Como vai você geração 80”, onde a diversidade, liberdade alinhavam-se com o processo de redemocratização do país. Aliás, muitos desses artistas que foram chamados de “geração 80” alcançaram fama internacional e suas obras foram extremamente valorizadas, aqui e lá fora…

Foto: Reprodução da internet

Beatriz passa, em média, quatro meses por ano fora do país, dividindo-se entre Europa e Estados Unidos, onde estão distribuídas as galerias que trabalham com suas obras, além dos museus como o MOMA, Guggenheim e Metropolitam Museum, em Nova Iorque; Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa; Foundation Cartier, na França. Ela produz suas gravuras no estúdio da Dunham Press, nos EUA. 

A editora Tashen (uma das mais importantes no mundo das artes) fez uma edição sobre sua obra. Já participou das Bienais de Veneza, da Bienal de São Paulo, em Basel na Suíça e em Paris. É conhecida ou não? Lembrando que os leilões internacionais legitimam e valorizam o trabalho do artista, então ter suas obras que alcançam mais de dois milhões de dólares é incrível e Beatriz Milhazes alcança valores desse tipo.

Foto: Reprodução da internet

Foi, pela segunda vez, considerada a artista brasileira mais cara da nossa história. E se enfatizo isso é porque quanto mais uma artista é reconhecida pelas grandes galerias, museus e exposições mundo afora, ela acaba sendo conhecida por aqui.

O que se sabe da sua vida pessoal é que foi casada dez anos com o artista Chico Cunha, de quem permanece amiga e que não tem filhos. Vocês podem encontrar várias páginas na internet e livros sobre ela e é muito recompensador para todos nós, como artistas, que uma colega alcance lugares sonhados por muitos, isso é uma esperança e uma “janela aberta” da produção brasileira para o mundo…

Já tive a chance de ver suas obras e pessoalmente adorei! São coloridíssimas, com uma composição trabalhada milimetricamente. E é importante frisar também que Beatriz tem uma equipe de quatro pessoas que a ajudam no processo todo da obra, profissionais que a acompanham durante anos! Ela continua morando no Rio de Janeiro, no bairro do Horto, onde também estão seus ateliers.

Boa semana pessoal! E por favor: se cuidem e cuidem dos outros!

Angela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos.

Foto: Reprodução da internet

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