Alunos de medicina e enfermagem sem vacinas em hospitais gera polêmica

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Mirella Fontana
O LONDRINENSE

O Londrinense recebeu, nesta segunda-feira, a denúncia feita por um leitor de que alunos da PUC devem começar a estagiar em hospitais da cidade sem serem vacinado. A nota, na íntegra, diz o seguinte:

“Os alunos da PUC Londrina que iniciarão o internato, alguns atendendo no pronto socorro do Evangélico estão sem vacinação da covid-19, o risco dos 35 alunos é proporcional ao desinteresse e falta de comando da PUC que julga o internato (um requisito para quem quer ser médico) como uma atividade “facultativa” e exige um termo de responsabilidade destes alunos, e nada fez para a solução do problema. O descaso da representação estudantil relativa ao internato é o mesmo, é como se já tivessem tomado a vacina, e os colegas não interessam. O Secretário de Saúde de Londrina foi até a faculdade e se comprometeu a vacinar os alunos com a primeira dose, no dia inicial do internato, dia 12 de abril, contudo é sabido que a coronavac, que será aplicada, atinge a imunidade 15 dias após a segunda dose, sendo assim os alunos serão colocados em local de risco, sem a devida cautela daí se pergunta: “Se fosse seu filho Sr. Prefeito, o Senhor aceitaria? Se acontecer o pior, quem vai responder por isso?”

O LONDRINENSE foi atrás da denúncia e apurou que que o problema não é restrito apenas aos alunos desta universidade, e sim a todos os estudantes de enfermagem e medicina de várias instituições que precisam fazer estágios para conclusão de seus cursos.

Fica a pergunta: Por que a Secretaria de Saúde não vacina estes estudantes antes de iniciarem seus trabalhos na linha de frente, já que podem ajudar e muito no combate a pandemia? Já perdemos tantos profissionais, não seria justo cuidar da saúde destes jovens?

A Pontifícia Universidade Católica do Paraná enviou a seguinte resposta:

“A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) salienta que a gestão e o agendamento da vacinação contra a Covid-19 é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Em relação aos estudantes de Medicina que ainda não começaram as atividades em internato no Hospital Evangélico de Londrina, a Universidade foi informada pela SMS que a orientação a ser seguida é a mesma dos demais profissionais da Saúde: aplicação da primeira dose tão logo sejam iniciada as atividades.

É importante frisar que os estudantes que se consideram aptos a realizar o estágio devem realizar o curso de atendimento às normas sanitárias, oferecido na Universidade. Somente após a realização deste curso e da assinatura do termo de ciência e responsabilidade é que os universitários poderão iniciar as atividades práticas.

Estudantes que se autodeclararam integrantes do grupo de risco ou que foram assim identificados pelo serviço médico da Universidade não estão liberados para realizar o estágio, podendo retomar o curso assim que as condições sanitárias permitirem.”

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, os estudantes serão todos vacinados quando iniciarem os estágios em campo, de acordo com o Plano Nacional de Imunização.

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Uma resposta

  1. Como coordenadora do curso de medicina da PUCPR campus Londrina informo que todos os internos dos cursos de medicina da PUCPR que estão em atividade já foram vacinados pela Secretaria Municipal de Saúde. A única exceção no caso da PUCPR é de um interno que manifestou expressamente o desejo de não ser vacinado e foi respeitado. A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina no dia 19 de março confirmou para a coordenação do curso que os estudantes que iniciam o internato no dia 12 de março serão vacinados tão logo comecem os estágios. Infelizmente talvez o pai ou a mãe que fez a denúncia desconheça as normas que regulamentam a vacinação e que todos obedecem a uma hierarquização necessária em tempos de escassez de vacinas. Lembro também que grande parte dos profissionais de saúde não abandonaram o atendimento aos pacientes, e estão na luta contra o covid desde março de 2020, e graças a Deus não aguardaram a vacina para poder trabalhar. Quiçá seu filho ou filha sigam o exemplo maravilhoso e ético destes profissionais que primam pela saúde do outro!!!

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