Londrina está em quinto lugar entre os municípios paranaenses, na 84a. posição no ranking
AEN
O Paraná tem 33 municípios entre os 200 melhores classificados no Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR). Na classificação geral, o Estado tem oito municípios entre os 100 melhores colocados. com classificação geral de 62,60 pontos na medição máxima de 100 pontos. O ranking geral, que pode ser conferido aqui, aponta dados sobre 770 municípios em todo o Brasil e é uma iniciativa do Instituto Cidades Sustentáveis, divulgado nesta quarta-feira (24).
Os 100 municípios que apresentam as melhores pontuações estão nas Regiões Sul e Sudeste do País. Londrina está em 84a. posição.
Em melhor classificação que Londrina aparecem Curitiba na 30a. posição com 66,03 pontos; Sertanópolis na 53a. posição com 64,66 pontos; Maringá, na 61a. posição, com 63,99; e Pinhais, na 75a. colocação com 63,2 pontos
A pontuação mede o progresso total para o cumprimento dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU), com 169 metas a serem cumpridas até 2030 (Agenda 2030). De acordo com o índice, 94 municípios do Paraná atingiram o ODS 7: garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e renovável para todos.
Ao todo, 110 municípios paranaenses fazem parte do índice. As cidades foram selecionadas de acordo com critérios como: capitais brasileiras, municípios com mais de 200 mil eleitores, signatários do Programa Cidades Sustentáveis e, ainda, todos os biomas do País.
Curitiba está em primeiro lugar entre as cidades do Estado e na 30ª posição no ranking geral, que aponta dados sobre 770 municípios em todo o Brasil. A classificação da Capital é de 66,03 pontos, com medição máxima de 100 pontos.
CIDADES – Além de Curitiba, Sertanópolis, Maringá, Pinhais e Londrina, estão entre os 100 classificados com melhores índices gerais no Estado, os municípios Balsa Nova, Pato Bragado e Nova Aurora. E entre os 200 também entra Quatro Barras, Santa Terezinha de Itaipu, Campo Largo, Campina Grande do Sul, São José dos Pinhais, Cafelândia, Ponta Grossa, Serranópolis do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Quatro Pontes, Rio Negro, Toledo, Ibiporã, Itaipulândia, Arapongas, Maripá, Cascavel, Corbélia, Pitangueiras, Vera Cruz do Oeste, Sabáudia, Céu Azul, Marechal Cândido Rondon, Medianeira e Iracema do Oeste .
Para o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, o monitoramento de indicadores é importante para elencar as prioridades dos governos locais de acordo com os desafios identificados a partir da análise de dados.
“Quando se fala em meio ambiente, é preciso ter um olhar voltado à preservação e conversação, recuperação da fauna e da flora, e fiscalização e educação ambiental. Precisamos garantir uma boa qualidade de vida às futuras gerações”, afirmou.
Segundo Nunes, a reestruturação da secretaria foi importante para caminhar rumo ao cumprimento das metas dos objetivos propostos pela ONU. “Diversas ações caminham de maneira articulada. Com a criação do Instituto Água e Terra, unificamos diversas instituições em um único órgão, para que, por exemplo, o licenciamento ambiental possa estar alinhado com a recuperação e preservação florestal”, explica. “Da mesma forma, ao vincular à nossa pasta a Invest Paraná, a atração de investimentos empresariais no Estado passou a levar o selo da sustentabilidade”, afirma.
Também são vinculadas à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo o Simepar e a Paraná Turismo. De acordo com o secretário, o diálogo com os municípios é frequente para que cada lacuna seja preenchida pensando em políticas públicas a curto, médio e longo prazo.
IDSC-BR – O Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil leva em conta uma série de relatórios produzidos pela Sustainable Development Solutions Network (SDSN) para acompanhar a implementação dos ODS nos países membros da ONU, como o Brasil.
A avaliação apresenta a distância para atingir as metas dos ODS em 770 municípios, composto por 88 indicadores. A metodologia também aponta os dados faltantes para incitar os órgãos técnicos e gestores públicos a preencher as lacunas e a produzir e integrar novas bases de dados.
Foto: José Fernando Ogura/AEN


