O feltro virou brinquedo e negócio

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Habilidade de infância proporcionou nova carreira para jornalista, que descobriu que poderia ganhar dinheiro fazendo brinquedos para o sobrinho

Telma Elorza
Equipe O LONDRINENSE

Ela sempre foi uma menina que gostava de botar a “mão na massa” em trabalhos manuais. Fazia brinquedos, mudava os móveis, decorava o quarto. A vida, no entanto, levou Juliana Nunes para o jornalismo e essa coisa de ser “arteira” ficou meio esquecida, até quando nasceu o mais novo sobrinho, em março do ano passado. “Fui fazendo coisinhas em feltro para o bebê. Aí o pessoal foi gostando, os amigos pedindo e eu comecei a ver possibilidades de vendas. Resolvi apostar”, conta.

Juliana começou a pesquisar sobre o ramo, se inscreveu em uma escola de artesanato, buscou novas técnicas, materiais e aperfeiçoamento. Surgiu então a Feltraria. “A aceitação foi muito boa. Já estou recebendo encomendas de outros estados”, diz. Ela já decorou quartos de bebê, já fez bonecos para fotos de newborn, criou figurinhas de personagens clássicos de Star Wars, Harry Potter e outras sagas, além muitas outras coisas.

Ela considera o carro-chefe do seu trabalho o “quiet book”, um livro de feltro com diversas atividades que a criança pode interagir e brincar. “Fiz o primeiro para o meu sobrinho que nem pode usar ainda, não tem nem um ano. Eu fiquei imaginando atividades para entretê-lo e a mãe dele, que é

professora, me deu algumas ideias sobre o que as crianças gostam de brincar”, diz. Uma das encomendas do “quiet book” foi para uma menininha de dois anos, que tinha problemas de socialização. “A mãe disse que o livro ajudou muito desde o desfralde até ela entender que tem amiguinhos, o que está ajudando muito no convívio social”, conta.

Juliana não tem um produto preferido entre o que faz mas gosta muito de do que produz para crianças. “A satisfação deles quando eu consigo reproduzir um desenho animado, um personagem que gostam é incrível”, diz. E é também uma alternativa acessível aos actions figures (bonecos de ação) que são, geralmente muito caros. “Tem toda uma gama de preços, de R$5 (chaveiros) a R$90, os bonecos maiores, muito mais em conta que os comprados na loja”, diz. A próxima etapa é fazer bonecos maiores, de 50 cm, para locação de festas. “Já tem muita procura”, conta.

Por enquanto, Juliana trabalha só sob encomenda. Mas quem quiser acompanhar a produção e saber mais ou fazer uma encomenda, basta seguir a Feltraria no Facebook ou Instagram @feltrarialondrina.

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