Série Mulheres Artistas: Leonora Carrington

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Leonora nasceu em Lancashire, na Inglaterra, em 1917 e morreu em Barcelona, no México, em 2011, aos 94 anos. O pai era um rico industrial que a mandou para Paris aos 19 anos, para estudar arte. Lá ela conheceu todo grupo dos surrealistas, Dali, Max Ernst, Breton, Picasso. Aliás, contam que Picasso a mandou buscar cigarros para ele, ao que ela respondeu: “manda tua mãe”!

Foto: Reprodução da Internet

Max Ernst e ela se apaixonam, ele anos mais velho, mas o romance foi muito prolífico para os dois. Moraram durante três anos em uma granja, cada um com seu espaço de trabalho. Mas Ernst foi perseguido pelos nazistas por sua origem, ela lutou para libertá-lo, foi presa e torturada. Quando foi solta, saiu com vários traumas emocionais, então a família a internou num manicômio, onde passa por “tentativas de cura” que, podemos imaginar, para aquela época era tortura mais uma vez.

Foto: Reprodução da Internet

Seu romance com Ernst, por tudo o que passaram, se esgotou, mas eles ficaram grandes amigos. O governo britânico passou a considerar Leonora um perigo e seu pai resolveu interna-la num manicômio na África do Sul. Para escapar do país, ela recebeu a ajuda de Renato Leduc, amigo de vários artistas conhecidos, ele adido da embaixada a levou para Lisboa e, de lá, para o México. Mais uma vez, o romance não dá certo e ela conhece Remedio Varos, uma artista renomada mexicana (vou falar dela aqui também), estreitaram laços de amizade até a morte de Varos em 1963.


Foto: Reprodução da Internet

Finalmente casa -se com Emericz Chiki Weinz, escritor e jornalista, tem dois filhos e netos. Leonora não é muito conhecida por aqui. Ela teve contato com Frida Kahlo e todos os muralista, mas ela preferia fazer seu trabalho mais isolada. Trabalhou muito a vida toda como artista, atá o dia da sua morte.


Foto: Reprodução da Internet

O governo mexicano fez várias homenagens no seu centenário e a rainha da Inglaterra a condecorou com a ordem do Império Britânico em 2005, o que é no mínimo irônico, mas merecido!

Sua obra incorpora elementos da mitologia celta, asteca, ocultismo e alquimia. Nos leva para lugares mágicos! “Leonora” é o título do livro que sua amiga há cinquenta anos, a escritora Elena Poniatowska, escreveu sobre ela, e ganhou um importante premio em 2011.

A dica do filme é “Carrington, dias de paixão” , com Emma Thompson, de 1995.

Angela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos.

Foto: Reprodução da Internet

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