Solicitação foi negada por Juarez Tridapalli, que coordenou o processo de desestatização da telefônica londrinense
Telma Elorza
O LONDRINENSE
Na reportagem de ontem, sobre as perguntas que envolvem o leilão das ações da Sercomtel, O LONDRINENSE procurou o secretário municipal de Governo, Juarez Tridapalli, responsável pelo processo da desestatização da telefônica londrinense, para que ele esclarecesse as dúvidas que ficaram depois de todo o processo. Na solicitação, pedimos que enviasse as respostas por escrito para evitar a famosa desculpa que o “repórter deturpou o que foi falado”.

O jornal aguardou as respostas por 24 horas e hoje, depois de uma nova solicitação junto à assessoria de imprensa da Prefeitura de Londrina, recebeu o seguinte recado, repassado pela assessora: “Depois de ler atentamente o conjunto de perguntas, que seguem claramente o raciocínio de uma única pessoa, e que faz apontamentos seríssimos, ele decidiu sugerir que esse leitor entre com todas as dúvidas na Controladoria-Geral.” Na sequência, o secretário enviou outro recado, via assessoria: “Todas as informações estão contidas no processo disponível no portal de licitações da prefeitura. Sobre ofício da controladoria deve questionar a controladoria”.
Assim, diante da recusa do secretário em fornecer explicações publicamente, O LONDRINENSE lança novas perguntas: “Por que, senhor secretário? Qual o problema em explicar o que está incomodando o cidadão londrinense? Se o processo fosse simples e plenamente compreendido, que bastasse uma leitura no processo licitatório, não haveria questionamentos. Por que não responder aos cidadãos?”
Essas foram as perguntas que não foram respondidas nem pela Sercomtel nem pelo secretário de Governo:
Por que a avaliação da Ernest & Young, empresa contratada por R$ 1,4 milhão, não foi utilizada?
Como as ações – que valiam em 31/12/2016 – R$ 2,19; em 31/12/2017 – R$ 2,14; em 31/12/2018 – R$ 2,15; em 31/12/2019 – R$ 1,77 e que, no edital, constavam como R$ 1,51 foram vendidas por apenas R$0,10?
Com a venda dos terrenos a quase R$ 24 milhões e a injeção desde capital na empresa, como não houve uma alteração do valor nas ações da empresa?
Por que as ações foram subfaturadas?
Qual a data de reunião do acordo de acionistas?
Como ficará a composição da diretoria da empresa?
Quais os planos de investimento?
O LONDRINENSE sugere que todo cidadão incomodado com essas mesmas questões mande um email para o secretário de Governo no governo@londrina.pr.gov.br e para a Controladoria Geral do Município no
controladoria@londrina.pr.gov.br, pressionando por respostas.
Foto: Devanir Parra/Divulgação


Uma resposta
Chegou a hora do Belinati e o Tedesch, assim como o tio e o Pavan em 2000, irem em cana. E não fiquem com medo do Gilmar não. Antes nunca um político tinha ido em cana e eles foram. Tá na hora do Leonir Batisti botar esse Barros para sambar.