Dia do Filósofo: a filosofia que nos dá esperança ante a tanta ignorância

bustos-756620_1920

Estou atrasado, mas, vale o registro: 16 de agosto foi celebrado o Dia do Filósofo. E eu, que gosto das minhas filosofias cotidianas, nem me dei conta, até ser lembrado pelo Sebo Capricho, através da jornalista Carol Avancini, que produziu uma super reportagem para homenagear a data e quem trabalha com filosofia (clique aqui e leia a reportagem completa). Vale a pena lembrar-se da filosofia, que está cada vez mais presente na vida e no dia a dia das pessoas.

Desde Tales de Mileto, cerca de 600 anos antes de Cristo, até os filósofos popstars de hoje, como os brasileiros Mário Sérgio Cortella e Luiz Felipe Pondé, a filosofia esteve presente nos momentos mais cruciais de humanidade. E senão protagonista, ao menos propulsora, de algumas das principais mudanças do mundo ocidental, desde a Idade Antiga, passando pela Idade Média, atravessando a Idade Moderna e chegando à Idade Contemporânea.

Foi ela quem quebrou paradigmas do pensamento mitológico, mostrando que boa parte do conhecimento da época não tinha fundamento racional. Do mesmo modo, foi a filosofia quem estabeleceu as bases do pensamento moderno, alguns do quais sobrevivem até hoje. E mesmo na Idade Média, marcada pelo domínio do pensamento cristão, a filosofia esteve presente, ou ao menos como pano de fundo, de grades expoentes como São Tomás de Aquino e Santo Agostinho. E foi a filosofia quem, mais uma vez, abriu caminho para a saída das trevas (ou da caverna, de Platão) para a luz do Iluminismo.

Hoje é o pensamento filosófico quem nos dá alento em um mundo que, apesar de tanta tecnologia, insiste em perpetuar ignorâncias e burrices já tão ultrapassadas, seja a crença na terra plana (eram os gregos que acreditavam que poderiam seus barcos cair no abismo do mundo à medida que navegassem) ou no nojento desrespeito que se tem pela vida humana, qual formato seja. É a filosofia quem nos dá esperança de que o que prevalece é a verdade, embora incerta, sobre as muitas mentiras contadas.

Finalizo com uma reflexão de Friederich Nietzsche, filósofo moderno dos mais lidos:

“O filósofo é o homem de amanhã, aquele que recusa o ideal do dia, aquele que cultiva a utopia”.

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

Foto: morhamedufmg por Pixabay

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anuncie no O Londrinēnse

Mais lidos da semana

Anuncie no O Londrinēnse