Economia de gastos na cota parlamentar chegou até 29%, no comparativo com o ano anterior
Telma Elorza
O LONDRINENSE
Dois meses de sessões virtuais na Câmara dos Deputados por conta do isolamento social, em que os deputados federais puderam participar e votar projetos de lei de suas próprias bases eleitorais, foram suficientes para haver alguma economia de dinheiro público. Três dos quatro deputados eleitos por Londrina gastaram até 29% a menos do dinheiro da cota parlamentar nos primeiros cinco meses desse ano legislativo em relação ao quatro primeiros meses de 2019 (em janeiro daquele ano eles não tiveram verbas porque tomaram posse em 1 de fevereiro). Apenas um, o deputado Boca Aberta (PROS), apresentou gastos superiores ao do ano anterior. As informações estão no site da Câmara dos Deputados.
Os dados foram coletados no perfil de cada deputado na quinta-feira (28). Como o mês de maio ainda não acabou, os valores podem estar diferentes agora.
Chamada de cota para atividade do exercício parlamentar (CEAP), que detalha as regras para o uso da CEAP, determina que o dinheiro -que é ressarcido depois – só pode usado, segundo o site da Câmara, em despesas com passagens aéreas; telefonia; serviços postais; manutenção de escritórios de apoio à atividade parlamentar; assinatura de publicações; fornecimento de alimentação ao parlamentar; hospedagem; outras despesas com locomoção, contemplando locação ou fretamento de aeronaves, veículos automotores e embarcações, serviços de táxi, pedágio e estacionamento e passagens terrestres, marítimas ou fluviais; combustíveis e lubrificantes; serviços de segurança; contratação de consultorias e trabalhos técnicos; divulgação da atividade parlamentar, exceto nos 120 dias anteriores às eleições; participação do parlamentar em cursos, palestras, seminários, simpósios, congressos ou eventos congêneres; e a complementação do auxílio-moradia.
Boca Aberta gastou, este ano, R$175.852,93 em valores exclusivos da cota parlamentar, o que representa 57% a mais que o registrado no mesmo do ano passado, que foi de R$111.945,66. Diego Garcia (PODEMOS) gastou, de janeiro a maio, R$90.963, 24% a menos que as despesas computadas no mesmo período do ano passado, que foram de R$120.800,22. Filipe Barros (PSL) passou de R$121.894,82 em 2019 para R$94.388,60 este ano, uma queda de 29% nos gastos. Luisa Canziani (PTB) economizou quase 17% do dinheiro público, com gastos este ano de R$102.118,41 contra os R$122.565,17 do período no ano passado.
Os valores da CEAP são diferentes para cada Estado. Os deputados federais do Paraná têm direito R$38.871,86/mês, que no final do ano somam um total R$466.462,32. Os quatro deputados ficaram dentro dos gastos permitidos na cota parlamentar durante todo o ano de 2019. Boca Aberta foi o campeão de gastos com R$426.208,00, o que representa 91% da cota; Luisa Canziani foi a segunda a mais gastar com o valor, R$384.601,49, (82%). Filipe Barros vem em seguida, com R$379.523,49 (81%) e Diego Garcia, o mais econômico, com gasto de R$340.550,80, 73% do valor total.
Você pode acompanhar os gastos de todos os deputados no Portal da Transparência da Câmara.

