Experiências de cabide: a maior tendência dessa quarentena é se repensar

est2

Eu, uma pessoa cheia de manias e rituais e com necessidade de planejamento e controle, sempre tento me precaver contra esse espontâneo AGORA. O Problema é que essa “novidade” da COVID-19 e a quarentena nos trouxe um agora tão incerto que nenhum expert em Zeitgeist poderia antever essa tendência…. E essa tendência nos trouxe o parar, o conter, o rever e o encarar.

Eu, animal de rotina, rapidamente me habituei; eu, que amo os outros mas sempre apreciei minha própria companhia, não sofri com o isolamento; eu, egoísta, não vi o tempo passar.

Porém, falar de UMA pessoa e suas disponibilidades de escolhas como pauta para “influenciar” ou “inspirar “outras pessoas é tão equivocado como afirmar que o Coronavírus é apenas uma gripezinha.

Assim como o vírus que se adapta, sofre mutação, ou não, é nossa vida em sociedade e em isolamento. Em sociedade, em aglomerações, em meio a dispersões tendemos a nos entreter de nós mesmos, de projetarmos e transferirmos nossas inquietações. Temos a tendência de buscar refúgio em outras inspirações.

Em isolamento temos que conter tudo o que somos e o que não temos. E o que não temos transborda, ocupa muito espaço, faz muito barulho.

E vem o uso de máscaras, não que já não estivéssemos acostumados a usá-las, mas de forma tão literal: sufoca. A Tendência é parar, conter, rever e encarar. Estivemos afastados de nós mesmos e uma doença nos reaproxima enquanto nos isola. Quais são nossas próprias tendências, nossas demandas internas?

O Futuro não existe. O Agora é incerto. Não há planos. Não há dicas. Há o existir. Há o entender privilégios. Há o aceitar fragilidades. Há. Há muito o que cuidar. Há muito o que pensar, então, dentro do possível, vista algo confortável e exercite a empatia. Comece por você mesma.

E você? Quem é você nessa pandemia? Qual é a maior tendência desse novo tempo para você? Abra o guarda-roupas, olhe-se no espelho: quem você vê?

Fotos: Reprodução da internet

Esther Eugenia Martins

Graduada em Moda pela UEL e Técnica em segurança do trabalho pelo Senac. Atuo no Mercado de Moda há 10 anos com ênfase em PCP e Desenvolvimento. Pesquisadora da contracultura, underground e estereótipos, amo as danças árabes, música, meditação, plantas e a bicharada. Minhas referências estéticas preferidas são a Art Nouveau e a Art Déco.  

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anuncie no O Londrinēnse

Mais lidos da semana

Anuncie no O Londrinēnse