Máscaras e pijamas: as grandes tendências dessa quarentena

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Estamos todas e todos isolados nessa quarentena. Mas nem por isso deixamos de ser afetados pelas tendências de estilo, um sintoma do nosso mundo hiper conectado! O melhor exemplo disso, atualmente, é a máscara de proteção, que virou item fashionista e já deu muita pinta nas passarelas internacionais!

Reprodução da internet

Assim que as máscaras de tecido foram liberadas para uso geral, apareceram outros modelos e releituras ousadas, muito criativos e com estampas estilosas, o que é ótimo: poder vestir uma máscara com estampa de gatos, caveiras ou motivos geométricos e abstratos, ao invés de usar uma máscara branca e que lembra hospital, com certeza faz toda a diferença para nosso estado de ânimo!

Esse “fenômeno” mostra, mais uma vez, que ter e criar um estilo é muito mais que apenas usar algo – e vai além do gosto pessoal. Também tem toda uma importância e significado coletivos (a gente fala mais sobre isso nessa coluna aqui).

Pijama de de Emiliano Pucci

E por falar em preferências e gostos pessoais e coletivos, um item de vestuário que ainda é considerado por muitos bastante íntimo e particular (não muito pra gente, que vai com ele até no mercado, se achar que é o caso) mas que tem sido outra unanimidade nessa quarentena, é o pijama.

A gente tem visto que, em algumas enquetes realizadas nas redes sociais, a maioria das pessoas que responderam às pesquisas afirmam estarem passando a maior parte do tempo – ou todo ele – vestindo pijama. Isso porque é muito mais confortável e tem tudo a ver com passar mais tempo em casa.

Nossa escolha tem sido por roupas bem confortáveis também, se não pijama, roupas mais leves e de usar em casa mesmo. Essa também tem sido a escolha de várias fashionistas, que já publicam há dias versões bastante estilosas de seus looks caseiros no Instagram.

A gente aproveita esse assunto para dividir algo muito interessante: o pijama feminino de duas peças, com calças, como conhecemos hoje e que também inspirou conjuntos casuais de sair, foi criado por uma princesa russa, Irene Galitzine.

Irene se mudou com os pais para Roma em 1940, e 6 anos depois foi trabalhar no ateliê de alta costura das famosas irmãs Fontana. Três anos depois, abriu o próprio espaço, onde desenhou e costurou o Pijama Palazzo (Pijama Palácio), que consistia em duas peças muito elegantes, mas também muito confortáveis e uma ótima opção para substituir a camisola.

O Pijama Palazzo original está no pijama original está no museu V&A, em Londres

O traje foi criado em 1960 e virou febre instantânea, mais ainda depois de ter sido publicado na Vogue dos Estados Unidos. Mais que depressa, todas as moças descoladas estavam usando o pijama real.

Além dessa, outras criações de Irene inspiraram estilistas, mesmo recentemente, como Valentino e Emilio Pucci. O conjunto original pode ser visto atualmente no Victoria and Albert Museum (V&A), em Londres.

Atelier Fontana – As Irmãs da Moda, 2011

Pra quem curte historias e outras curiosidades do mundo da moda, fica a dica de filme para essa quarentena: Atelier Fontana – As irmãs da moda, filme lançado em 2011 e que foi transmitido como seriado por canais de TV a cabo no ano seguinte – entre eles o GNT. Alguns dos episódios estão disponíveis no YouTube.

Lembrando que as máscaras customizadas não servem para sair passear, seja com amigos ou sozinho – também devem ser usadas para saídas necessárias (ir ao mercado, farmácia, médico etc.). Já os pijamas, podem ser vestidos sem moderação.

Nossa coluna em vídeo, falando desses e outros temas, pode ser vista a partir das 18h de hoje no nosso insta: @coluna_em_alta. Esperamos vocês por lá também!

Foto: reprodução da internet

Ana Paula Barcellos é produtora de conteúdo e trabalha com pesquisa de tendências; Angela Diana Rigoni é artista visual e trabalha com montagem e design de joias e bijuterias. Juntas, são proprietárias da Rosita, marca de acessórios exclusivos.

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