SRP só cancelará ExpoLondrina se autoridades mandarem

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Telma Elorza

O LONDRINENSE

O presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Antônio Sampaio, disse hoje (16) aO LONDRINENSE que só vai suspender a ExpoLondrina 2020 se as autoridades da Saúde assim o determinarem. A organização do evento, que acontece de 9 a 19 de abril, está sendo alvo de uma campanha nas redes sociais e Whatsapp que pede o adiamento da exposição, que este ano comemora 60 anos.

Sampaio explicou que, até o momento, não há motivos para a suspensão do evento. “Quem decide o que pode acontecer, e o que não pode, são as autoridades da Saúde Pública. Eles que têm conhecimento de causa e a obrigação de fazer isso. Não é a Sociedade Rural do Paraná”, afirma.

Segundo ele, a feira tem um ano de planejamento, contratos e compromissos, além de milhares de pessoas envolvidas. “Unilateralmente não podemos fazer isso, está fora do nosso alcance. Isso (a suspensão) é uma incumbência das autoridades da Saúde, federais, estaduais e municipais. E a Sociedade Rural obedecerá prontamente ao que for estabelecido”, diz.

Conversas de whatsapp, nesse momento, segundo ele, são contraproducentes. “O ‘eu acho’ é muito complicado. Você entende de saúde pública? Eu não entendo, então deixe quem entende se posicionar. Para isso que existem poderes constituídos”, afirma.

O presidente diz que os preparativos vão continuar até que recebam uma ordem para parar com tudo. “Não pode ser uma sugestão, tem que ser uma ordem do poder público dizendo que não pode acontecer. Aí, pronto”, explica.

Segundo ele, se a ordem vir, a feira deverá ser cancelada. “Não há possibilidade de adiamento. É uma estrutura pesadíssima, complexa, leva um ano para ser feita. Como vou adiar uma coisas dessas se não sabemos por quanto tempo. Alguém sabe com certeza quanto demora um surto?”, questiona. Segundo ele, não dá para fazer em nova data, em 10-15 dias. “Essa hipótese do adiamento é quase nula”, afirma.

Sampaio diz que a preocupação não é com o prejuízo financeiro, se houver a ordem de suspensão. “Claro que teremos prejuízo, será um problema para todo mundo mas não é só para nós. Temos centenas de empresas que estão na feira, empregamos mais de oito mil pessoas que fazem disso uma parte importante da renda anual deles, então essa coisa não é um problema só nosso. Serão pessoas que deixarão de trabalhar e ganhar. Mas se a situação de epidemia atingir Londrina e as autoridades definirem, teremos que encarar”, diz.

Na sexta-feira (13), a assessoria de imprensa da SRP repassou uma nota informativa do Governo do Estado do Paraná, no qual explica que os eventos programados ainda devem ser mantidos, pelo menos até hoje, quando uma nova avaliação do cenário será realizada. Leia a íntegra:

“O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), informa que eventos programados ainda devem ser mantidos. A decisão foi baseada na instrução do Ministério da Saúde para que cada gestor de Unidade Federada deva adaptar as recomendações para a sua realidade local. A indicação é de manter o que está agendado até a segunda-feira (16), quando uma nova avaliação do cenário será realizada pelo Centro de Operações de Emergências (COE) em Saúde Pública da Sesa.

No Paraná, portanto, não se justifica neste momento a suspensão ou cancelamento de atividades em função da situação epidemiológica favorável no Estado: não há transmissão local ou comunitária. Seis casos da doença Covid19 foram confirmados até a sexta-feira (13), todos importados, ou seja, as pessoas foram contaminadas com o vírus fora do Paraná e do país. Cinco delas na Europa e outra nos Emirados Árabes. A Sesa ainda investiga 72 casos e já descartou outros 34 pacientes.

O entendimento do COE pela manutenção dos eventos programados foi definido em reunião nesta sexta-feira (13) com 20 representantes da Sesa e do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção à Saúde Pública do Ministério Público do Estado do Paraná (Caop). A Sesa atua de forma transparente esclarecendo a população sobre as medidas fundamentais para evitar a contaminação pelo coronavírus. Caso seja necessário, o Estado tomará ações mais restritivas em tempo oportuno para o controle social e de saúde pública a fim de mitigar os efeitos da Covid-19 no Paraná.

Estiveram presentes na reunião do COE: o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto; o coordenador do Caop da Saúde Pública do MP-PR, Marco Antonio Teixeira; a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, a diretora-geral do Laboratório Central do Estado (Lacen), Célia Fagundes da Cruz; e representantes de diversas áreas técnicas da Sesa.”

Foto: Arquivo/Assessoria de imprensa SRP

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