Em março deste ano nós comentamos aqui no Tirando um Contra o lançamento do projeto Stadia, uma espécie de streaming de jogos do Google. A ideia era muito promissora a princípio, só que logo no primeiro dia de funcionamento já teve gente reclamando da performance dos games – principalmente a imprensa especializada, que teve acesso antecipado ao serviço.
Um dos exemplos é o jornalista Gene Park, do conceituadíssimo periódico The Washington Post. Em sua avaliação, o jornalista esclarece que “o serviço pode e vai certamente melhorar (…) mas essa é a diferença entre comprar o Stadia e investir em um hardware para jogos, Google está vendendo um serviço, e serviços podem não ser confiáveis”.
E por que ele disse isso? Veja por si mesmo no perfil dele no twitter. A diferença de tempo entre o pressionar do botão e o pulo do jogador na tela é para tirar qualquer um do sério. E olha que a rede do moço está com umas estatísticas bem interessantes.

Já no telefone a história foi diferente. Apesar de perder um ou outro frame ali, o desempenho dos jogos foi satisfatório. Num geral, a avaliação foi, bem, é… tipo positiva. O fato de poder mudar instantaneamente de tela é algo que chama a atenção. Mas ainda precisa melhorar bastante no quesito lag.
“O serviço está vivo, está respirando. O Stadia do dia um vai evoluir constantemente com o tempo. Nós vamos colocar mais e mais tecnologias, novos features, novos jogos. Com o tempo, nós vamos crescer e atualizar a tecnologia dentro dos nossos data centers, sem a necessidade dos consumidores terem que comprar um novo hardware”, disse Jack Buser, diretor de jogos do Stadia e desenvolvedor do negócio.
Fotos: Divulgação
Fábio Calsavara

É jornalista e gamer raiz. Do tempo em que criança jogava fliperama em boteco de rodoviária.
