Seu Dia a Dia – Entenda quem é o vilão na composição do custo do combustível

Observe a composição de custo do combustível e verifique as alternativas que ajudam a compreender quem é o “grande vilão” do preço do combustível.
A. Preço da gasolina (30,8%) e etanol (13%): total de 43,8%;
B. Tributos federais (15,9%) e estaduais (27,7%): total de 43,6%;
C. Transporte e margem de distribuição (3,6%);
D. Margem bruta dos postos de gasolina (9%).
Fonte: Autopapo

Isso mesmo, somando as opções A e B, tem-se que 87,4% é a composição dos custos referente ao valor do combustível e impostos. Ou seja, restam apenas 12,6% para ser trabalhado no negócio de revenda.

Assim, o setor, de certa forma, é marginalizado quando ocorre alta nos preços e muitas vezes colocam toda a culpa nos empresários que revendem o combustível. Mas não tem milagre, a conta precisa fechar.

Ao consultar um amigo que é empresário do ramo, fiz os seguintes questionamentos: Qual a grande dificuldade do setor? A margem de operação bruta é isso mesmo como cita a fonte?

A resposta: De fato é verdade, a margem varia de 4% a 12, e vai depender do mercado de atuação e a forma de pagamento na compra do combustível para revenda. Se o posto vende um volume maior, consegue diluir o custo e assim aplica uma margem menor.

Por exemplo, geralmente nas cidades pequenas, o preço é maior, pois o volume de venda é menor. Os maiores custos fixos na operação de um posto de combustível, por ordem são: folha de pagamento, taxas de cartão, luz e aluguel.

Por isto, uma das alternativas de baixar os custos é a solução de self-service adotado em todos os países do mundo, pois ajuda a baixar o preço. Fora essa questão, tem o custo do ICMS que varia de acordo com o estado.

Considerando os esclarecimentos, uma vez que fui investigar, o preço do combustível subiu novamente e abasteci em um posto cujo preço do álcool estava em R$ 3,95 e a gasolina em R$ 5,30, resultando em um coeficiente de 0,74 (divisão do preço do álcool pela gasolina).

Para entender e saber quando é mais vantajoso financeiramente abastecer a álcool ou a gasolina, conhecida como a “regra dos 70%”, acesse a Calculadora do Combustível.

Fica a dica, faça o teste. Desejo uma excelente semana!

Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR. Facebook: fb.me/claudio.luiz.chiusoli
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Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com. Acompanhe meu canal do YouTube

Foto: Skitterohoto

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4 Comentários

  1. Receio e me preocupa a demonização dos impostos, porque UBS, escolas públicas, HUs, hospitais públicos, universidades públicas, forças armadas, polícia militar e civil, receita estadual e federal, polícia federal, centros de pesquisa, políticas públicas, são mantidos com impostos.
    Os poderes são mantidos por impostos.
    A questão é a má administração pública, seus abusos, desvios.
    Mesmo com a margem de lucro “pequena” ou ” média”, fica-se rico.
    Temos petróleo, pré-sal, que são riquezas nacionais. Urge um debate e um questionamento sobre quem estaria se apropriando de nossas riquezas?
    Por que não é revertida para o bem comum?

  2. Show
    Parabéns pelos seus conhecimentos e esclarecimentos meu amigo fico mto orgulhoso por vc sua inteligência esclarecedora obrigado.
    Abraço

  3. OI Gláucia, vivemos essa realidade infelizmente. A minha proposta é mostrar a conta que precisa fechar. Gratidão pelos seus comentários

  4. Muito se fala, nada se faz. Enwyanto isso o preço do combustível dispara pra cima e eleva o preço de tudo. O poder aquisitivo despensa, o pobre fica cara vez mais pobre, precisando escolher o que vai deixar de comprar. Essa realidade vem de longe… e o combustível é apenas uma cortina de fumaça que esconde as verdadeiras causas. A distribuição de renda nesse país é injusta. Como querer desenvolvimento se a riqueza está nas mãos de 5% da população? Um país onde o pobre trabalha, paga mais impostos, para que uma minoria desfrute das regalias.

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