Indústria eletrometalmecânica apresenta queda mas gera mais empregos

Levantamento Utilização da Capacidade Instalada na indústria MetalMecânica e Elétrica do Norte do Paraná, feito pelo UTFPR, apontou queda em uso de capacidade instalada

Telma Elorza com assessoria

A Sondagem da Indústria Metalmecânica, na área de abrangência do SINDIMETAL Norte registrou queda no resultado, no mês de janeiro, na comparação com o mês anterior em relação ao nível de utilização da capacidade instalada (UCI), atingindo 76%. A pesquisa é feita mensalmente através de uma parceria entre o Sindimetal Norte do Paraná e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPT), campus Londrina.

Este percentual ainda é maior que a média nacional, que manteve estável com um percentual de ocupação da planta produtiva de 67%, que é fato importante visto ser o maior nível desde janeiro de 2015, quando atingiu 67% se igualando e superando os anos subsequentes (2016-2019).

O levantamento apontou que a produção apresentou um aumento de ocupação fechando janeiro a 40,1 pontos, sendo 2,4 pontos acima que o registrado no mês de dezembro. enquanto que o nível de trabalhadores houve aumento de 14,3 pontos, considerando o mês de dezembro de 2019 fechando janeiro com 51,7 pontos, mas os estoques fecharam com uma percepção de estarem acima do planejado com 65,6 pontos.

Segundo o estudo, grande parte dessas contratações está em relação ao otimismo que vem sendo apresentado pelas empresas nos meses anteriores (agosto-outubro). Neste mês, a conclusão da pesquisa aponta que a produção apresentou aumento, porém com cautela, de forma geral, os índices de expectativa variaram pouco na passagem de janeiro para fevereiro de 2020; assim, as expectativas ainda não estão no campo positivo.

Segundo Marcus Gimenez, presidente do Sindmetal Norte do Paraná, a análise dos números do relatório, juntamente com a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria(CNI), aponta otimismo moderado. “É o que a gente está percebendo no setor regional. A economia está melhorando aquém do que a gente gostaria, mas o importante é que se mantenha no campo positivo”, diz.

A preocupação agora, segundo Gimenez, é com a falta de componentes, por conta da epidemia de Coronavírus, já que boa parte deles é importada principalmente da China. “O desabastecimento pode acarretar a perda de faturamento. A gente espera que o cenário se mantenha positivo, e que o desabastecimento seja logo equalizado para que isso não afete a economia como um todo e, por consequência, o setor metalmecânico”, explica.

Foto: Pixabay

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