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Estou velha, mas queria um companheiro para sexo

Por Telma Elorza

“Tenho 69 anos e sou viúva há quatro, depois de 40 anos juntos. Desde que meu marido morreu, nunca mais tive relações sexuais e sinto muita falta, porque nossa vida sexual juntos foi ótima. Sei que estou velha, mas ainda sinto desejo e vontade de transar. Fico até com vergonha. Só que não sei mais se consigo conquistar um novo marido. Me cuido, faço ginástica, mas o tempo está contra mim e meu corpo. O que faço para conquistar alguém?”

Minha amiga, deixa eu contar um segredinho: você pode ter a idade que tiver, mas se manter o fogo da juventude dentro de si, nunca vai ficar velha. O corpo pode envelhercer, sim, mas o prazer pela vida (e todos os seus prazeres) não. E escolhi justamente seu e-mail para a coluna hoje, porque acho legal falar sobre sexo na maturidade. Ontem (dia 17 de maio), inclusive dei uma entrevista para a TV Tarobá de Londrina (minha cidade), falando justamente sobre isso. Vou por o link aqui, para você assistir.

É preciso acabar com o preconceito que, se envelhecemos, o sexo deve diminuir até acabar. Você está ótima, tem tesão, é isso que importa. Pra quem teve uma vida sexual ativa e satisfatória, o prazer não deve acabar nunca.

Só não concordo com a “necessidade” de ter um companheiro para isso.

Veja bem, para uma mulher que foi casada e feliz por 40 anos, até entendo que, na sua cabeça, só casando de novo para voltar a ter uma vida sexual ativa. Mas pensa comigo: por que, se existem tantos aplicativos de namoro como o Tinder, por aí? Para que ter a “complicação” de um novo relacionamento, se você pode curtir a vida sem compromissos (mas sempre se protegendo de Infeções Sexualmente Transmissíveis- ISTs, usando camisinha, ok)?

Nós, mulheres, precisamos parar de pensar com a mentalidade de nossas mães, onde o sexo só podia acontecer no casamento ou numa relação estável. Por que, nesta altura da vida, não ser livre, leve e solta, curtindo relações transitórias, pelo simples fato de ser feliz? Para que casar de novo, se vai arrumar um velho (sim, eles são, nós não. HO!), cheio de manias, para lavar, passar, cozinhar e, principalmente, cuidar da saúde dele? Pra que ter todo esse trabalhão?

Já dizia minha avó: para que levar o porco inteiro se quer apenas 200 gramas de linguiça?

Velha promíscua? Não, livre!

“Ah, mas não quero ser promíscua, o que os outros vão pensar?” Nada de pensar assim. Aliás, odeio essa palavra “promíscua”. Não é porque a pessoa se relaciona com vários parceiros ao longo do tempo que ela é imoral. Promíscuos são esses políticos que só pensam em se beneficiar e a seu grupo de interesse, que quer “passar a boiada”, sem se preocupar quem ou o que estão prejudicando. Viu o que aconteceu o Rio Grande do Sul? Culpa da promiscuidade política.

Ter parcerios em relações casuais é extremamente válido e prazeiroso. E, nesta altura do campeonato, com os filhos criados, plena e lúcida, você deve dar satisfação apenas para si mesma. Você não estará prejudicando ninguém, nem a você. Então, mude seu pensamento. E se, no decorrer dessas relações casuais, encontrar alguém que valha realmente a pena, aí é outra coisa.

E não se preocupe com o corpo que já não exibe o mesmo vigor dos 20-30 anos. Corpo bom e bonito é aquele tem uma pessoa feliz dentro. E essa felicidade atrai mais que seios empinados e bunda dura.

Então, reveja seus conceitos, minha amiga. Instale o Tinder. Lá está cheio de homens maduros interessados em conhecer mulheres maduras. Assuma sua própria liberdade sexual e faça como eles. Aproveite a vida.

Um PS – se acha que vai demorar para reunir coragem para ser livre e ter sexo sem compromisso, sugiro que dê uma passadinha em um sex shop e adquira uns briquedinhos. Aconselho firmemente o sugardor de clitóris. Ninguém precisa saber e você terá ótimos orgasmos.

Espero ter ajudado

Tem dúvidas sobre sexo? Mande sua pergunta para telma@olondrinense.com.br

Ser "velha" não impede de ter desejos sexuais. Mas nem sempre é preciso casar de novo para transar. Que tal pensar em sexo casual, sem compromisso? Sim, você pode.
Tia Telma versão Inteligência Artificial

Quem é Tia Telma?

Jornalista, divorciada, xereta por natureza e que sempre se interessou muito por sexo. Com a vida, aprendeu várias coisas, mas a principal é que sexo é uma coisa natural e deve ser sempre prazeroso.

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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