“Tenho tara por fardas ou qualquer uniforme que lembre uma. Só consigo me relacionar com homens que usam fardas. Inclusive na hora do sexo. Quero ser normal mas é mais forte que eu. O que faço?”
Acho que a maioria das mulheres fantasia transar com um homem de uniforme, principalmente ligado à Polícia, Bombeiros ou Exército. Quem nunca teve que atire a primeira calcinha rendada. Assim como a maioria dos caras fantasia levar para cama uma enfermeira sexy. Não há nada de mais nisso, pelo contrário. No caso da leitora, porém, parece que há um problema.
O uso de fantasias para satisfazer fantasias é muito comum. Tanto que os sex shopps têm sempre vários modelos estilizados à disposição dos seus consumidores. Segundo um deles, consultado pela coluna, os uniformes são os produtos que mais são vendidos, tanto masculinos quanto femininos. No caso dos kits “policiais”, acompanham algemas.
As mulheres, principalmente, são extremamente suscetíveis à sedução que uma farda traz. Muitas mulheres olham com atenção quando veem um policial ou um bombeiro passar. Algumas passam do olhar de desejo para o assédio. Um amigo policial militar confirmou que ele é muito assediado quando está fardado e bem menos quando veste roupas comuns. “A farda tem um poder de atração enorme, sei lá porque”, resume. Ele já namorou algumas mulheres que pediam para não tirar o uniforme na hora do sexo. “Teve uma que queria que eu estivesse, inclusive, com o coturno e arma na cama. Lógico que deixava a arma guardada”, conta.
Os especialistas dizem que essa atração das mulheres pode ser uma idealização de uma relação de poder, proteção, dominação e submissão. E é mais comum na adolescência. Quando, porém, a fantasia se torna obsessão ganha até um termo próprio: cisvestismo, o prazer de se fantasiar para o sexo. O cisvestismo é uma parafilia, transtorno que envolve o tesão por objetos, situações, pessoas e/ou objetivos atípicos.
O cisvestismo é mais comum em homens heterossexuais que sentem prazer em usar peças íntimas femininas como calcinha, cinta-liga, sutiã, meia calça e outros paramentos femininos. Sim, quase uma Drag Queen. Essa linha de comportamento também recebe nome de “travestismo”, que não está ligado à orientação sexual. Ou seja, o cara é macho, sim, senhor, mas gosta de usar lingerie. A imagem que me vem à cabeça, nesse exato momento, é de um homem alto, robusto, peludo, de sutiã e calcinha fio-dental pretos. Nossa, viajei! Hahaha!
De qualquer forma, tudo que é exagero faz mal. Acho, cara leitora, que deveria buscar ajuda de psicólogos para superar – ou, ao menos, amenizar seu tesão por fardas. Se isso lhe impede de se relacionar com homens vestidos normalmente, há alguma coisa que deve se investigada.
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Telma Elorza

Jornalista profissional, palpiteira e galhofeira. Adora dar pitaco na vida dos outros enquanto vai levando a sua na flauta.
Foto: Calendário 2020 dos bombeiros australianos
(preferência sexual fora da “normalidade”), principalmente quando
Parafilias envolvem a excitação sexual a objetos, situações e/ou objetivos atípicos (p. ex., crianças, cadáveres, animais). Mas algumas atividades sexuais que parecem incomuns para outras pessoas ou profissionais de saúde, não constituem um transtorno parafílico simplesmente por serem incomuns. Pessoas podem ter interesses parafílicos, mas não atender aos critérios para um transtorno parafílico. transferem TODO o desejo sexual para os pés. Se o caso é esse, procure ajuda.
