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Tia Telma Responde – Há diferenças entre fantasias e fetiches?

“Nãos sei se tenho fantasias ou fetiches. Qual as diferenças entre elas?”

Uma boa pergunta a do leitor. Muita gente confunde fantasias com fetiches. Há grandes diferenças entre elas e também com a parafilia, que é uma compulsão doentia. Mas vou tentar explicar de forma bem simples, nesse texto.

Todo mundo tem fantasias sexuais. Não, não diga que não tem porque eu sei que tem, sim. Nem que seja sonhos como o de transar com o George Clooney ou a Scarlet Johansson ou o(a) vizinho(a) gostosão (ona). Ou com todos eles ao mesmo tempo. Isso é uma fantasia. E bem das comuns, por falar nisso. Transar a três, o famoso ménage com duas mulheres, está presente na fantasia de 10 entre 10 homens.

Entre fantasiar e realizar, no entanto, há uma grande distância para a maioria das pessoas. Por medo, por tabu, por vergonha. O que é uma bobagem, na minha opinião. A vida sexual pode ficar mais rica se as fantasias forem divididas com o parceiro. E muito mais divertida.

Se vestir de enfermeira ou de bombeiro nas brincadeiras sexuais faz parte do conjunto de fantasias que o ser humano cria. Nesse caso, o limite entre entre fantasia e fetiche é obsessão pela indumentária. Se dá mais prazer pensar no objeto, roupa ou parte do corpo do que no parceiro, você entrou no limite do fetiche. Se quer transar com pés e não com a pessoa, você é um fetichista.

O fetichismo ainda não é bem entendido pela psicologia. Alguns estudiosos apontam que é um movimento reativo a um condicionamento durante a infância ou puberdade onde experiências prazerosas contribuíram para que ocorra excitação sexual com algum objeto, por exemplo. Mas há muita controvérsia sobre isso. São precisos estudos mais aprofundados e não sou eu que vou afirmar algo.

O fetiche também é considerado normal pelos psicólogos, desde que a prática não se torne obsessiva e excludente. Ou seja, se o fetiche começa a interferir fortemente na vida sexual do fetichista, se a pessoa só consegue sentir excitação se o objeto ou prática estiver presente na relação, algo pode estar errado e já cair numa obsessão patológica.

Já os fetiches e as parafilias estão separados por danos que causam, falando de uma forma extremamente simplificada. Principalmente aos outros. Existem fetiches que são considerados parafilias, como sadomasoquismo, por exemplo. O sadomasoquismo, desde que feito de forma consensual entre os parceiros, está ok. Mas se o prazer é ver alguém – que não consentiu – sentindo dor , aí é bom procurar tratamento psicológico urgente.

A definição mais aceita de parafilia é sobre comportamentos sexuais frequentes, envolvendo objetos inanimados, crianças ou adultos sem consentimento, ou com o sofrimento ou humilhação de si próprio ou do parceiro. Os chamados transtornos parafílicos geralmente causam angústia e sofrimento até no próprio portador que pode não querer continuar com a prática, mas não consegue controlar os impulsos. Esse precisa de ajuda de profissionais.

Entenderam agora as diferenças?

Mande sua dúvida ou sugestão para email telma@olondrinense.com.br

Telma Elorza

Jornalista profissional, palpiteira e galhofeira. Adora dar pitaco na vida dos outros enquanto vai levando a sua na flauta.

Foto: Anna Shvets no Pexels

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