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Rede paranaense inova com projeto de preservação ambiental e assistência social

Projeto inovador transforma lonas usadas em brindes personalizados, contribuindo com o meio ambiente e gerando renda para pessoas em situação de vulnerabilidade

O LONDRINENSE com assessoria

Com foco em boas práticas sociais e ambientais, a Nissei desenvolveu um projeto para reaproveitar resíduos potencialmente poluentes da rede de farmácias. O Projeto ECOA Nissei acontece em parceria com um ateliê social que faz a reutilização de materiais antigos de comunicação das lojas para confecção das peças. Até o momento, cerca de 1 tonelada de material foi doada, que serviu de matéria-prima para a confecção de mais de 10,6 mil produtos. Além de doar os materiais, a empresa também recompra o produto final, dando vida ao conceito de economia circular.

O ateliê é formado por profissionais do projeto Supera da Unilehu (Universidade Livre para Eficiência Humana), que treina e oferece oportunidade de trabalho para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Por meio de ensino técnico em corte e costura, os artesãos recebem uma bolsa que têm os rendimentos aumentados à medida que conseguem evoluir nos conhecimentos técnicos da profissão.

“O Projeto ECOA aborda temas extremamente relevantes para a sociedade e para a Nissei como empresa, como a sustentabilidade. Além de realizarmos a destinação correta dos materiais que produzimos para as nossas campanhas, ficamos contentes em exercer um papel social importante na transformação da vida dessas pessoas, proporcionando a elas uma profissão, renda e segurança”, explica o CEO da Nissei, Alexandre Maeoka.

Preservação Ambiental

Os materiais de comunicação em lona que antes seriam descartados no lixo, agora são revertidos em diferentes produtos, como ecobags, necessaires e estojos. As lonas destinadas aos alunos da Unilehu possuem trama de poliéster e são revestidas por camadas de PVC, ambos os materiais não são biodegradáveis.

O poliéster é uma fibra sintética que pode levar até 400 anos para se decompor completamente, já o PVC é um plástico com tempo de decomposição entre 200 a 600 anos. Ou seja, se os materiais não fossem reaproveitados, levariam centenas de anos para deixarem de existir no planeta.

Em 2023, a rede de farmácias realizou a doação de 374 banners, resultando na fabricação de 8,7 mil produtos, um aumento de mais de três vezes na produção em comparação ao ano anterior. Em 2022, ano em que a rede iniciou a parceria com a Unilehu, foram reaproveitados 256 banners, que resultaram na confecção de 1,9 mil itens. 

Parceria

A parceria prevê um critério importante, que é a recompra das peças produzidas pela equipe da Unilehu por parte da Nissei. Os produtos finais são utilizados pela rede de farmácias como brindes para clientes e colaboradores, gerando impacto consistente na preservação ambiental, além de mais empregos e renda para os alunos do projeto social.

A parceria prevê a recompra das peças produzidas. Além da preservação ambiental, o projeto gera renda
Divulgação/Nissei

“Às vezes, as empresas apenas destinam os materiais e não se preocupam com o que será feito com isso. Aqui, o modelo social é completo, com a destinação dos produtos, definição do que vai ser feito e recompra. Então, é um modelo de economia circular muito interessante e que gera um impacto social significativo”, aponta Andrea Koppe, presidente da Unilehu.

Na seleção dos estudantes, a Unilehu prioriza indivíduos com maior dificuldade de acesso ao mercado de trabalho, como pessoas com deficiência, imigrantes, idosos, mulheres e aqueles que estão em tratamento psiquiátrico.“São pessoas para quem o ingresso no mercado de trabalho seria difícil por diversos motivos, como o fato de não apresentarem condições psicossociais, habilidades técnicas avançadas ou até mesmo documentação para serem registradas num emprego. Elas ficam conosco até conseguirem alcançar essas condições técnicas e sociais. Oferecemos uma grande infraestrutura, equipamentos novos e equipe de professores para dar todo suporte, para que elas possam vir aqui e ter a preocupação apenas de aprender e trabalhar”, finaliza Andrea.

Foto: Divulgação/Nissei

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