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ODS 17 – Para implementar os ODS é preciso lançar as redes

Por professor Renato Munhoz

Chegamos ao fim do ciclo sobre os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Após um rico caminho aqui em nossa coluna. Todo processo refletido não pode ficar apenas nas mãos de alguns atores, mas é preciso construir uma grande rede de parcerias, para que todos os ODS sejam cumpridos com efetividade.

Para isso apresento três REDES que podemos lançar com foco neste objetivo:

REDES DE TROCAS: Este é um conceito que nasce das sociedade ancestrais, as trocas eram tidas como moedas, como forma de que todos tivesse acesso as mesmas coisas, da maneira mais equânime possível. O ODS 17 apresenta justamente a necessidade de que os países ou as regiões mais desenvolvidas, possam oferecer àquelas que ainda não dispõe de certos recursos e possibilidades para seu pleno desenvolvimento. As desigualdades regionais tem sido um espinho sobretudo para os países subdesenvolvidos.

Esta rede pode se dar em torno da partilha de tecnologias, de projetos sustentáveis capazes de contribuir para que os países menos desenvolvidos consigam de certa forma melhorar a qualidade de vida e o fortalecimento da cultura de sustentabilidade integral. 

REDES DE CONHECIMENTOS: Formar para a sustentabilidade, nesta rede especificamente entram as universidades e instituições capazes de formar para uma nova cultura de partilha e sustentabilidade. Dentro dela também cabem as pesquisas que muitas vezes estão arquivadas nas bibliotecas e nos bancos de dados. É preciso pensar em projetos de formação cultural, humana e sustentável, possibilitando que as comunidades do mundo todo tenham acesso às informações e possam acessar espaços de construção de possibilidades, tendo como foco a construção da cultura sustentável.

REDES DE ECONOMIA SOLIDÁRIA: Novas formas de economia que tenham em sua base a cooperação e a solidariedade, construindo inclusive novas redes de comércio, como o próprio ODS aponta. É preciso que o conceito economia seja democratizado. Criando espaços de comercialização e de fomento às formas de economia que acontecem na vida das pessoas todos os dias. A Economia Solidária tem se apresentado como uma estratégia interessante, pois preserva valores como sustentabilidade e cooperação. É nítido de que, sem renda e sem as possibilidades econômicas, o desenvolvimento sustentável não irá acontecer integralmente.

Por fim um longo caminho pela frente. Mas os 17 ODS são luzeiros que podem clarear o caminho da humanidade, rumo a uma sociedade mais justa, humana e sustentável. É preciso coragem e vontade política, mas é necessário e urgente a organização dos povos em torno de seu próprio desenvolvimento. Lancemos as redes.

Professor Renato Munhoz

Teólogo e Historiador. Especialista em Educação Ambiental e Sustentabilidade.

Foto: Pexels

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