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Bancos de Sementes: guardiões do futuro

Por professor Renato Munhoz

Você sabe o que é um banco de sementes?

Já ouvimos falar sobre banco na economia, em relação ao dinheiro, em créditos, juros. Dessas coisas todas que estão ligadas ao modelo macroeconômico em que nós vivemos hoje.

Por que surgiram os bancos no mundo?  O banco surgiu como um lugar para você guardar valores e bens preciosos, com segurança maior que escondê-los em casa.

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Existem outras diversas experiências que também estão relacionadas ao mesmo sentido do banco.

Uma delas, muito interessante no planeta, são os chamados bancos de sementes, guardiões das sementes que estão no planeta.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), através da Fundação para Alimentação e Agricultura (FAO), estima-se que 75% da diversidade de colheitas no mundo já foram perdidas entre 1900 e 2000. Além de tudo isso. duas a quatro a cada cinco plantas do mundo estão em risco de extinção devido às mudanças climáticas.

Existem diversas experiências de coletas de sementes. Através dos povos tradicionais, povos indígenas e outras comunidades tradicionais que já realizam a coleta de sementes para guardar e assim garantir o futuro de outras colheitas.

Preservação das sementes

Essas iniciativas milenares, além de estarem ameaçadas pelo aquecimento global, desmatamento e pela destruição das culturas, também inspiraram diversas experiências pelo mundo. Entre as quais está o maior banco de sementes do mundo, localizado numa ilha norueguesa remota a cerca de 1.300 km do Círculo Ártico, onde são conservadas mais de 1 milhão de amostras de sementes

Além deste, existem mais de 1.500 bancos de sementes ao redor do mundo que são responsáveis pela preservação de alimentos que, por um acaso, possam sofrer algum tipo de extinção.

No Brasil, diversos movimentos sociais do campo são responsáveis por organizarem os “guardiões de sementes crioulas”. São práticas ligadas a agroecologia e busca da garantia da soberania alimentar.

Só feijão são mais de 150 tipos identificados no mundo. Isso acontece com o milho e com outros alimentos que são preservados em diversas comunidades tradicionais.

A preservação das sementes é fundamental para alimentação da população mundial e garantir a variedade genética. Contribui no desenvolvimento dos biomas e a preservação de espécies que são tidas como raras ou em extinção.

O que isso tem a ver com você no cotidiano?

Quando criança, com certeza, seus pais e avós, andando pelo campo, conheciam as sementes que estavam no chão.

Quais sementes você conhece?

Quais sementes você acha que são importantes para nossa vida?

Que tal começar hoje a conhecer as sementes?  Pode fazer isso ao se alimentar de um alimento que você gosta muito. Guarde a semente. Que tal você ter um espaço onde você preserve as sementes, onde você planta as sementes?

É certo: não haverá futuro da humanidade sem sementes. Elas carregam a energia do futuro.

Os bancos de sementes são necessários para preservar variedades de espécies de plantas, evitando a extinção

Professor Renato Munhoz

Educador, historiador, teólogo. Pós graduado em juventude gestão de programas e projetos sociais e educação ambiental. Me siga no Instagram: @profrenatomunhoz

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Foto principal: USP Imagens

(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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