Por Fábio Luporini

Um gesto simples, em grande parte espontâneo, mas, dotado de um potente significado. Ou de vários. É preciso saber interpretá-lo. Inegavelmente, é uma forma de comunicação que transmite emoções, sensações, sentimentos, intenções, entre outros tantos aspectos. Estou falando do sorriso, aquele gesto do riso leve sem som, que alguns têm mais largo que outros, ao passo que muitos engessaram suas expressões em face de rostos carrancudos ou travados por traumas. E você, o quanto sorri no dia a dia?

O filósofo Ludwig Wittgenstein diz que “Uma boca sorridente só sorri num rosto humano”. Embora seja contemporâneo do século XX, talvez ele não tenha visto inúmeras imagens e fotografias fofinhas que registram “sorrisos” de cachorros e outros animais, que viralizaram pelas redes sociais nos últimos anos. Independentemente disso, o que ele quis dizer é que, para que seja, verdadeiramente, um gesto social, é preciso conferir significado ao sorriso. E, dessa forma, o sorriso passa a compor o universo dos padrões éticos e morais estabelecidos em sociedade.

Imagine algumas situações: uma autoridade é convidada a compor uma mesa com outras e, na hora da foto, não sorri. Ora, o sorriso faz parte do padrão de moralidade de uma foto oficial e não fazê-lo quer dizer muita coisa. Da mesma maneira que sorrir na hora errada, quando algo ruim acontece. Ou, ainda, sorrir de canto de boca, gesto que pode significar ironia. Além disso, é preciso levar em conta outras expressões faciais, que podem compor um sorriso e dar a ele inúmeros significados: olhos piscando, sobrancelha levantada, dentes sobre os lábios, língua de fora.

Mesmo com tantos significados, ainda é possível encontrar pessoas que não o tem como parte da sua anatomia facial. Isso se deve às labutas da vida, aos traumas internos, às tantas vivências e experiências negativas pelas quais pode passar uma pessoa. Infelizmente, o sorriso perde o brilho e o significado, muito embora ele possa ser, inclusive, instrumento de cura e de retomada de vida. E aí, que tal sorrir mais por aí?

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

Foto: Pexels

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