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Perspectivas das taxas juros e investimento para 2023

Por Cláudio Chiusoli

Não é de estranhar que os mercados tenham reagido negativamente com o momento político após à nomeação de diversos cargos e ministros em relação a transição de governo. Como consequência a bolsa brasileira teve uma semana bem ruim.

O resultado da Ibovespa é reflexo de um mercado bastante sensível em relação a questão política e ainda mais associada pela negociação no congresso em relação a proposta de aumento de gastos públicos.

Da mesma forma, não muito diferente do contexto político, é quanto ao rumo da inflação e por esse motivo o COPOM decidiu manter a Selic no patamar atual de 13,75% ao ano, devido a crescente preocupação com os impactos da piora do cenário das contas públicas.

Mesmo considerando que a inflação caiu ligeiramente, o que é bom, no curto prazo, de 7,2% (setembro) para 5,9% (novembro) no acumulado em doze meses, a decisão era esperada pelo mercado e analistas.

Mais importante, o comunicado abriu espaço para uma possível alta na próxima reunião, refletido na incerteza em torno desses cenários.

A decisão de manter a taxa Selic, ainda que em trajetória de queda, foi justificada pela manutenção dos preços das commodities, pela normalização da produção global de bens e pelo impacto na economia devido aos juros altos, que encarecem o crédito e desacelera a economia.

E agora, será que ainda há espaço para a Selic cair em breve?

As expectativas inflacionárias são importantes para controlar a própria inflação, pois a dinâmica funciona mais ou menos assim: se o empresário acha que os preços vão subir no futuro, ele quer ajustar os preços dos produtos e serviços para não ficar defasado no mercado. Ou seja, apenas mera expectativa.

Levando em consideração a expectativa e atitude, esse comportamento como agente econômico, faz com que eleve os preços na cadeia produtiva, afetando efetivamente a inflação futura.

De qualquer forma, aliado a esse ponto de vista, juros altos criam oportunidades de investimento, mais um motivo para abandonar a “boa e velha” poupança.

Taxas de juros mais altas aumentam a atratividade para renda fixa, considerados um investimento de baixo risco, como títulos pós-fixados como Tesouro Selic, CDB, Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Tópico já postado nesta coluna.

Fica a dica. Desejo a todos um ótimo final de ano! A coluna volta no ano que vem!

Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.
Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com. Acompanhe meu canal do YouTube e minhas redes sociais Linkedin, Facebook Instagram.

Foto: Pexels

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