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O que esperar da economia durante o período eleitoral? Entenda!

Por Cláudio Chiusoli

Diversas notícias sobre a economia podem ser lida nas mídias, das mais conservadoras às mais progressistas. Alguns especialistas citam que, independente de quem vença a eleição, não deve afetar o mercado financeiro tanto quanto visto em eleições presidenciais anteriores.

Enfim, como são apenas opiniões e expectativas, uma coisa pode ser observada: com a aproximação do dia das eleições, como nos últimos dias, há certa volatilidade nos indicadores Ibovespa e dólar, criando um ambiente de incertezas, com altas e baixas.

Claro que alguns partidos têm mais carisma do mercado e outros menos, o mesmo acontece o fato de um candidato estar à frente ou não, o que pode mexer com seu “humor”, justificando a volatilidade.

No campo da economia empresarial, apesar do índice de confiança empresarial estar em crescimento, tais expectativas influenciam as decisões dos empreendedores.

Em conversas com executivos e empresários, quando questionados sobre como estão os negócios, a resposta comum é que as vendas estão boas, mas percebe-se que com a aproximação das eleições, que é no próximo domingo, mencionam que o mercado está parado diante do cenário que se aproxima.

Um exemplo disso é comentário de um gerente industrial que sentiu a baixa devido à situação eleitoral quando as vendas já haviam sido realizadas.

Ou seja, a indústria já produziu o produto vendido e não consegue entregar, justamente porque o centro de distribuição da empresa varejista está lotado, pois as vendas caíram nesse período.

Por isso, os parques industriais muitas vezes não têm onde armazenar, arriscando paralisações de produção, obrigando os funcionários a tirar licenças coletivas.

Da mesma forma, do ponto de vista do investidor, analistas do mercado financeiro comentaram que a questão é entender para onde vai a economia brasileira após as eleições, e é preciso paciência.

Uma medida protetiva na ocasião é investir em renda fixa, já que as ações estão voláteis nos últimos dias com a queda do Ibovespa e a valorização do dólar.

No entanto, alguns indicadores estão melhorando: o índice de inflação (IPCA) está negativo pelo segundo mês consecutivo, em -0,73% em agosto, -0,37% em setembro, acumulando 7,96% nos últimos 12 meses. Ou seja, inflação menor do que a dos Estados Unidos.

Esse resultado foi aliviado pela redução do preço dos combustíveis e redução do ICMS e IPI para alguns produtos.

Trata-se de saber o que nos espera, continuidade ou mudança de governo. Qual o seu desejo?

Deixo a reflexão e fica a leitura. Desejo uma ótima semana!

Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.
Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com. Acompanhe meu canal do YouTube e minhas redes sociais Linkedin, Facebook Instagram.

Foto: Pixabay

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