Argentinos apostam na direita: mudanças radicais prometem reformular o país

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Por Cláudio Chiusoli

Após o anúncio dos resultados da eleição presidencial argentina, um país que enfrenta enormes dívidas interna e externa, além de uma inflação descontrolada, superior a 150% ao ano, a população vive momento de expectativas.

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A vitória de Javier Milei apresenta, oposto que ocorre no Brasil, um modelo de governo de direita que a mídia e os comentaristas políticos rotularam como Ultra Direita, Extrema Direita, Libertário, Anarcocapitalistas.

Propostas da direita

A expressão não importa, mas o fato é que as propostas da direita são acompanhadas de ideias liberais , o fim de um estado inchado e esbanjador e, portanto, a diminuição dos gastos públicos.

Milei anunciou imediatamente que reduzirá para 8 ministérios em vez dos atuais 21, como forma de conter os gastos públicos. Como comparação, no Brasil houve aumento de 23 para 38 ministérios, o que elevou significativamente os gastos do governo.

No Brasil, a mídia ideológica contra o novo governo esteve muito calada, para não dizer triste, ao saber da notícia da vitória de Javier Milei.

Se o novo presidente irá conseguir fechar o Banco Central argentino e dolarizar a economia, como pregava em campanha, é incerto. Creio que será muito difícil, mas exigirá negociações com o congresso.

A Argentina tem quase 46 milhões de habitantes, dos quais 20 milhões vivem da assistência social, provando que a ideologia progressista de esquerda ao tentar promover a justiça social levou a um grande impacto negativo na economia.

Nada contra essa assistência, mas tudo tem um custo.

A esmagadora presença do estado da economia tem demonstrado um grande despreparo na gestão.

Por exemplo, a Aerolíneas Argentinas é uma empresa estatal que perde milhões de dólares todos os meses e os sindicatos opõem-se à privatização governamental.

Especialistas comentam que o novo governo deve propor vender a empresa aos empregados a um preço simbólico e deixá-los gerir eles próprios a empresa, para que o governo não tenha mais de cobrir os prejuízos.

Para um bom gestor, está claro que o governo não tem competência para isso, pois as estatais viraram cabide de empregos para partidos políticos.

Desejo uma ótima semana!

Cláudio Chiusoli

A Argentina elegeu Javier Milei, da direita, e agora a expectativa é que consiga controlar a inlação descontrolada e gastos públicos

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR. Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com. Acompanhe meu canal do e minhas redes sociais Linkedin, Facebook Instagram.

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