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Argentina troca a agenda socialista pelo liberalismo na busca para sair da crise?

por Cláudio Chiusoli

Estou cada vez mais convencido de que uma agenda liberal, que é significativamente diferente de uma agenda socialista, é necessária para o caminho de uma economia saudável.

Na Argentina, o presidente, Javier Milei, procura introduzir uma “terapia de choque liberal” na crise econômica do país. O plano liberal de Milei, um pouco mais radical, incluía a adoção do dólar americano como moeda nacional e a abolição do Banco Central Argentino, mas isso é conhecido por ser mais difícil, porém imediatamente desvalorizou o peso argentino em 50%.

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Quando se trata de decisões políticas brasileiras em relação a Argentina, compara-se números interessantes de ministérios, gastos publicidades e dívida pública, cuja agenda tem viés socialista.

Política liberal na Argentina versus política com viés socialista no Brasil

Enquanto a política liberal da Argentina valoriza um Estado mais “enxuto”, por isso diminuiu de 21 para 8 ministérios, o Brasil aumentou de 23 para 38 ministérios, ou seja, optou por um estado mais “inchado”.

Enquanto a Argentina, os gastos com publicidade foram radicalmente reduzidos, no Brasil o governo planeja gastar mais de 600 milhões de reais em 2024.

Enquanto a Argentina, teve um superávit de quase 600 milhões de dólares, o primeiro em 12 anos, no Brasil apresenta um rombo nas contas públicas de 250 bilhões de reais.

Brasil: controle de inflação e queda na taxa de juros

O lado ponto positivo no Brasil, a inflação está controlada em torno de 3,8% e as taxas de juros em 11,25%.

Enquanto na Argentina ultrapassa 250% ao ano, que é um número muito elevado, mas parece dar sinais de queda devido já registrada em janeiro, essa é a perspectiva no médio e longo prazo, porém, com taxa de juros de 133% ao ano.

Essa é a realidade entre uma agenda liberal e socialista, do ponto de visto de indicadores de mercado, entre tantos outros.

Boa semana. Gratidão!!!

Cláudio Chiusoli

O sistemo político dos Estados Unidos é bipartidário, onde os partidos Democrata e Republicano são praticamente opostos. E tem correlação com a ideologia brasileira

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR. Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com. Acompanhe meu canal do YouTube e minhas redes sociais Linkedin, Facebook Instagram.

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Foto: Freepik

(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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