Semana movimentada para o universo cinematográfico

Por Marcelo Minka

Começando com a entrega do Oscar e terminando com a triste notícia sobre Bruce Willis, a semana que passou foi mais que movimentada. Sem surpresas para as produções premiadas no Oscar 2022, que será lembrado eternamente como o Oscar em que o Will Smith estapeou seu amiguinho no palco e depois, no discurso para receber seu prêmio de melhor ator, pediu desculpas e tagarelou sobre paz e amor, ofuscando completamente todo o resto da festa, deixando um climão incontornável em toda a academia.
Infelizmente minha produção preferida não foi premiada, “Ataque dos Cães”, levando apenas a estatueta de melhor direção. Duna, merecidamente, abocanhou todos os Oscars técnicos, fotografia, som, efeitos especiais, etc.

E quem está completamente sumido da entrega do Oscar, porque não faz nenhum filme bom mesmo faz década, é Bruce Willis. Nos últimos anos o ator começou a rodar uma caralhada de filmes, todos péssimos, em que aparecia em cenas muito rápidas, coisa sem precedentes. Depois ficamos sabendo que ele queria gravar o máximo de filmes possível enquanto podia porque está diagnosticado com afasia, doença que afeta profundamente as capacidades cognitivas. Esta semana, infelizmente, o ator de Duro de Matar (1988), do maravilhoso A Morte lhe Cai Bem (1992) e do arrasa quarteirão Pulp Fiction (1994) disse que teria que se aposentar, já não estava mais conseguindo decorar as falas dos roteiros.

Para encerrar o texto, vamos falar de um lançamento cinematográfico. Até parece que estou de mal com a vida, faz tempo que não escrevo elogiando um filme, mas não é mal humor, não. Nesta época do ano, logo antes e depois da entrega do Oscar, dificilmente é lançado um filme decente, e este ano não foi diferente. Então vamos a ele, Morbius, dirigido por Daniel Espinosa (Vida, 2017), e estrelado por Jared Leto, o Coringa de Esquadrão Suicida (2016).

A muito muito tempo atrás, Morbius apareceu em um quadrinho do Homem-Aranha, assim como Venon, que ganhou seu próprio filme, aliás, dois filmes. Eu até ia escrever que é difícil entender o motivo para levar o personagem Morbius aos cinemas, mas na verdade é muito fácil entender: di-nhei-ro. Homem-Aranha e seus derivados já está lucrando na casa dos bilhões, e já estamos escutando rumores sobre o próximo filme, uma tal “Madame Teia”. Deus nos proteja.

Até tentei assistir Morbius com atenção, procurando algo de positivo para escrever sobre, mas não achei absolutamente nada. Pense em uma apatia geral, no roteiro, na fotografia, na direção, nos efeitos especiais, em Jared Leto. Ainda bem que o filme não adotou a modinha de ter mais de 3 horas de duração, tendo menos de duas. Mas uma coisa não podemos negar, o filme é, do começo ao fim, confuso. Que nossa semana seja clara e objetiva, cheia de luz nesse pré-inverno.

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas.

Foto: Divulgação

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